Nada tenho contra o alojamento local, aluguer turístico, ou o que lhe queiram chamar. O negócio surgiu com a invasão da estranja, fez caminho e, como não podia deixar de ser, foi envolvido nas habituais teias burocráticas, papelada, Câmaras Municipais, finanças, regulamentos, taxas, impostos, tudo au complet, como é costume.
A certa altura, começou a haver protestos, sobretudo da malta dos bairros históricos que, ao mesmo tempo que vai ganhando umas massas a vender pregos e imperiais, acha que os turistas são uns chatos, lhe prejudicam o sono, dão cabo do estacionamento, etc.. Percebe-se. Também é o costume. Nada a acrescentar.
Vai daí, o melífluo e chato senhor Medina, imperador de Lisboa, resolveu dar apoio ao negócio, o que, em si, não merece reparos. O mesmo não se passa com o argumento utilizado pela criatura para defender a sua posição.É que, diz ele, “são os grandes hoteleiros que saem a ganhar com a limitação do alojamento local”. É a doutrina da Mortágua tim-tim por tim-tim. Se há quem tenha dinheiro, gente repugnante, ou o “vamos lá buscar”, ou lhes prejudicamos o negócio para, a la limite, lhe darmos cabo do negócio. É preciso igualar por baixo, distribuir a miséria, como é timbre do socialismo.
Qualquer cidadão será capaz de alinhar vários argumentos a favor e contra o tal alojamento. Tome partido quem quiser e como quiser. Agora argumentar que se trata de evitar que os hoteleiros, gente rica por definição e, como tal, digna de perseguição e/ou aniquilamento, como dizia o Lenine, parece ser ir longe demais, ou pôr o rabo do gato cá para fora.
A marxização do país está em curso, mesmo quando, à primeira vista, não se dá por isso.
3.3.17

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