JOÃO CAMOSSA
12 respostas a “JOÃO CAMOSSA”
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E este País cada dia mais pobre…
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Conheci o Dr. João Camossa em 1980 numa conferência no Colégio Pio XII, em Lisboa, e desde logo fiquei subjugado pela sua imagem e pela riqueza da sua tão singular personalidade. Evidentemente que ao longo dos anos que se seguiram fui aqui e ali procurando saber mais sobre o Dr. João Camossa. Apenas o encontrei mais uma meia duzia de vezes e que se limitaram a cumprimentos reciprocos e cerimoniosos. Encantou-me ler os testemunhos neste blog. Todos nós precisariamos de ter maiis ” materealizado” e disponível estes e outros depoimentos. Quem privou e melhor conheceu o Dr. Camossa não poderia pensar seriamente em editar sobre ele um livro? Penso que seria um acto de justiça e um grande enriquecimento para muita muita gente, a quem o exemplo do Dr. João Camossa confortaria e animaria.Francisco Peixoto
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Obrigado pelo seu comentário. É difícil fazer justiça a uma personalidade tão fora do habitual como o João Camossa.Fez-se, no ano passado, uma sessão evocativa no Centro Nacional de Cultura.Quanto a um bem merecido livro, o problema é o de haver pouca ou nenhuma evidência material do muito que que escreveu e disse. Talvez reunir um grupo de pessoas que tenham memória dele. Tristemente, porém, já pouco ou nada resta da sua geração. Conheci muita gente desse tempo que o conheceu bem e privou com ele, mas, puxando muito pela cabeça, encontro só um. Por outro lado, seria preciso um “carola” que tivesse memória e alguma documentação. Talvez o Jacinto Simões, mas também já lá vai…Cumpr. ABC
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Obrigado por me ter dado a conhecer o personagem, que me era completamente desconhecido (vim pelo Almocreve das Petas). Há livros dessas teorias, esse pupilo não nos dará a conhecer melhor a pessoa, não teremos alguém que se dê ao trabalho de contar a sua vida, que me parece exemplar?
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caro António Borges de CarvalhoSou o parente mais próximo do João Camossa, que muito admirava. Eramos primos mas ele tratava-me sempre por sobrinho. Não sei se o conheci, a si, no funeral do dia 19, mas gostava de o contacatar para lhe manifestar algumas intenções que tinha com vista a uma homenagem sincera à memória do João Camossa. O meu mail é joaoborgesdesign@gmail.com.Se me puder contactar agradeço e também muito agradeço as suas palavras neste blogge que me emocionaram.cumprimentosJoão Amorim de Carvalho Borges
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Hoje relembrei João camossa numa palestra que dei na faculdade de letras da universidade de Coimbra, sobre a oposição monárquica ao estado novo. Foi pouco o que fiz por essa personagem que tanto admirei. Mas deu-me muito prazer poder honra-lo desta maneira.
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Obrigado. João Camossa bem merece que o lembrem. Muitos há que o deveriam fazer e se “esquecem”.
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caro António Borges de CarvalhoSeria possível enviar-me um seu mail pessoal ou tel para eu o puder contactar? Gostaria de em Novembro realizar um encontro á volta da memória do João Camossa e gostaria de trocar impressões consigo.cumprimentos,João Borges
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Caríssimo Sr. António Borges de Carvalho. Foi com surpresa que ao passar uma vista de olhos pela Internet me lembrei de escrever na pesquisa (João Camossa ) e me ter aparecido este magnifica artigo em que é descrito com um rigor surpreendente toda uma personalidade da figura que tive o prazer de conhecer e partilhar amizade, como este homem impar que apesar de todas as características que tão bem são por si descritas, era único, mas, ele próprio fazendo parte de Lisboa (Toda a Lisboa), mas, também todo o País que ele amava, (muito à sua maneira), que nos contava Histórias, Factos, acontecimentos e narrativas, como ninguém, que apesar de ser como descreve um personagem pouco dado a grandes comunhões típicas das amizades comuns, era, sem dúvida um verdadeiro amigo, que sabia muito bem compartilhar as alegrias e tristezas do dia a dia, com algo invulgar (que qualquer cidadão comum tem dificuldade em entender ) e que era uma sabedoria e um conhecimento de tudo, especialmente uma cultura invulgar, que eram sempre acompanhados de uma humildade impressionante. Que mais poderá se dizer para além do que aqui já foi escrito? Por exemplo: o Camossa ” mesmo que não tivesse dinheiro (o que acontecia com regularidade), era capaz de ficar a dever em qualquer restaurante para que alguém em situações precárias se pudesse reconfortar. Depois pagava. Teria algumas birras, também é verdade, mas também tinha uma enorme capacidade de reaproximação e de perdoar se fosse caso disso. Pequeno Homem, mas grande espírito e enorme em convicções e culturalmente . Que ele me perdoe de só agora poder manifestar, mas este é um dos amigos que recordo para sempre, porque o merece, e porque com ele aprendi a saber muitas coisas que de hoje em dia fazem parte de mim mesmo. Um Abraço Do Francisco Luiz Machado Santos
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Há personalidades que surtem em nós efeitos inesquecíveis – tal foi o caso do Dr. João Carlos Camossa de Saldanha que não conheci como jurista, como monárquico, como fundador do CNC, ou mesmo no desempenho de qualquer função académica ou política inerente à sua grande estatura. Repito, à sua grande estatura pois, embora baixo e débil pela avançada idade, tais características não sobressaíam na sua maravilhosa personalidade. Sem lhe saber o nome sequer, convivi com ele, assiduamente – tomávamos o mesmo autocarro. Foi, portanto, na paragem e durante os breves percursos, que os seus bons modos para com todos e a sua boa disposição, sem dias de chuva, cativaram, primeiro, a minha atenção e, depois, o meu respeito e admiração. De grande fineza de gesto e de palavra ao indicar-me que subisse para o transporte à sua frente, um acto que repetia, frequentemente, até ao último passageiro. Soube, acidentalmente, que à sua superior educação aliava também uma instrução superior ao ouvir alguém saudá-lo com um «boa tarde, senhor doutor».Um dia, a sua ausência na paragem prolongou-se para além do habitual. Tristemente, acabei por reconhecer-lhe a figura, no jornal, com a notícia do óbito. Li, então, alguns artigos de internet e ainda o excelente comentário neste blogue, referindo-lhe os predicados. Mas não posso deixar de referir o que mais me encantou no Dr. João Camossa – as suas qualidades de perfeito cavalheiro e a sua inigualável nobreza de trato.
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Vejo que muito deve ter vasculhado o IRRITADO para ir descobrir um post com mais de dois anos. Obrigado.O meu grande amigo João (que pouco vi quando v. o via) era tudo o que diz, e muito mais. Homem de grande cultura, de uma inteligência invulgar, sabia ser amigo e ser mordaz, sem nunca ofender. Infelizmente, as suas qualidades humanas eram grandes demais para o comum das gentes. Delas se afastou, remetendo-se a uma misantropia que, durante alguns anos, perdidas as suas parcas fontes de rendimento, o lançou numa situação de quase miséria e de abandono de si próprio. Um grande amigo dele, prof. Jacinto Simões, notável por muitas razões, mas ainda mais por esta, cuidou do João durante os seus últimos anos, restituindo-lhe a dignidade perdida e repondo-lhe a privilegiada cabeça “a funcionar”.É pena que, dada a sua modéstia e o seu desprendimento, não tenha deixado obra escrita, pelo menos em poder de quem a pudesse organizar e tornar pública.Fico muito feliz por ver que admirava, como eu, este admirável cavalheiro.
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Agora, estamos em finais de 2021, o nome de João Camossa surgiu-me no decurso de uma leitura e fui procurar na Internet, porque me lembro, tenho a sua imagem diante dos meus olhos, vê-lo em Linda-a-Velha, quem diria, ligeiramente curvado para um lado direito, parece-me agora, os bolsos do sobretudo cinzento (?) atafulhados de papéis dobrados. E eu (onze anos mais novo) pensava: “ouvi dizer que era monárquico (ideologia e forma de poder com que simpatizo muito) e, com esta sua excentricidade, só pode ser um homem genial (lembrando-me Agostinho da Silva que, com este, convivi um pouco). Fico sempre assombrado com pessoas geniais.

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