IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


HOMENS E BESTAS

 

O Presidente da República, em atitude inédita entre os seus pares, resolveu comparecer numa cerimónia de homenagem aos combatentes do Ultramar, louvando-os e dignificando-os enquanto soldados de Portugal.

 

Eanes, “o capitão de Abril”, tinha um certo pudor em relação a este tipo de coisas.

Soares, o demagogo, contemplava-as com falsa “tolerância”.

Sampaio, o rasca, tinha-lhes um pó de morte.

 

O Estado Português ignorou os combatentes, isto quando não lançou o seu anátema contra a geração que sacrificou boa parte da sua juventude a uma guerra que “os ventos da história” condenavam, mas que quinhentos anos de História largamente justificariam.

A “geração de África” foi abandonada a si própria, renascendo de vez em quando nos nossos dias tão só para alimentar as lamúrias e a caça ao subsídio dos patrões de uma “solidariedade” que nada tem a ver com a sua honra nem com o seu sacrifício.

De resto, nada. Ao contrário do que se passa em países civilizados que nos são próximos – Reino Unido e França, por exemplo – em que os combatentes, qual seja a razão ou o resultado das guerras que travaram, merecem reconhecimento, glorificação e compensação moral, quando não de outra natureza, Portugal riscou os combatentes da sua história recente, quando não os acusou de males de que jamais foram culpados.

As guerras do Ultramar perderam razão de ser com o tempo? É possível. O poder político instalado não soube solucionar os problemas com patriótico pragmatismo? Sem dúvida. Que tem isto a ver com a geração que combateu? Nada.

 

O que fez o politicamente correcto de tais guerras e de tais combatentes?

Um massacre, de contornos duvidosos, propagandeado à exaustão para demonstrar a “crueldade”, a “brutalidade” e a “estupidez” dos soldados portugueses, foi o que conseguiram arranjar para os condenar, depois de vasculhados treze anos de guerra.

O arrastar na lama do “colonialismo português”, ou seja, a santificação das hordas que o quiseram destruir, condenando à miséria, à fome e à doença milhões de indefesos seres humanos, sacrificados à ganância, à fome de poder e de dinheiro de hordas de bandidos, seus “legítimos representantes”, foi o que fabricou sem escrúpulo nem respeito pela verdade.

A mais incrível manipulação da História em favor da ideologia e do oportunismo político, foi o que resultou do politicamente correcto à portuguesa.

Mais nada.

 

Por isso que, das alfurjas onde o ignóbil se junta à desonestidade, surgem a banditagem rasca dos “donos” de verdades que desconhecem e que têm a ver com o que propositadamente ignoram: a dignidade.

O senhor Louça (Pedro Lomba chama-lhe Danton – melhor diria Robespierre) veio à liça dizer que o PR cometeu “um nada responsável exercício de reescrita da história”. A besta defende que os “jovens de hoje não têm nenhum exemplo a recuperar de quem foi para a guerra”.

Isto é, a besta mistura as suas apreciações políticas sobre a tal guerra com o valor, a dignidade, o sacrifício e a humanidade dos que a travaram. Para a besta, se a guerra era mal movida, os que nela entraram em vez de desertar, eram tão maus como ela. Mais não vale a pena dizer.

 

Outra besta insiste, no “Público”, na crítica ao Presidente, que, com o seu “apelo aos jovens”, dividiu os portugueses.

Como se eles não estivessem já divididos entre homens e bestas.

 

17.3.11

 

António Borges de Carvalho



16 respostas a “HOMENS E BESTAS”

  1. Excelente!!!Há muitos que querem fazer crer que Portugal de antes do 25 de Abril (raios partam o 25 de Abril) não existia.É bom que alguém diga que existia sim, com sabedoria e com erros, com coragem e com cobardia, com gente boa e gente má.Essa gente teima em passar uma esponja por cima de 500 anos de história. E ninguém pia.E assim nunca aprendemos nada e continuamos a cometer os mesmos erros.Em visita aos “Invalides” pensei justamente no “apagão” que se fez em relação ao Ultramar.Desculpe o arrazoado.

    1. Piratas sempre odiaram o 25 de Abril!!!

      1. você às vezes é mesmo calhau com olhos.Aliás, os verdadeiros piratas adoraram o 25.4: tá à vista o saque a que o País tem sido sujeito desde há 30 e tal anos ou ainda tem dúvidas?

        1. Quer você dizer que antes do 25 de Abrila este país não estava a saque,pois fique sabendo que este país sempre esteve a saque e pelos mesmos,mudam é de discurso e fato.Quanto ao calhau com olhos,devolvo-lhe os olhos,que lhe fazem muita falta!!!

          1. nem nos tempos áureos da pimenta o saque foi tão brutal e olhe que eram tempos brutais.e você não vê porque não quer.

          2. Da pimenta,do ouro do Brasil,dos fundos da CEE para desenvolver o país,etc,etc,e foram sempre os mesmos,a classe dominante.Quem lhe disse a si que eu não vejo?Não vejo é aquilo que me quer impingir!!!

          3. Avatar de Pai do tecelão
            Pai do tecelão

            Não se justifique perante a porcaria do meu filho. Aliás, ele tem tiques de gay. Não se atire a ele.

        2. Esse é só calhau, sem olhos, devido às enormes palas.

  2. Avatar de Alfonso Anriques
    Alfonso Anriques

    Muito bom, este post.Falar verdade sobre as campanhas de África e toda a História recente ainda gera imensos anticorpos entre a bandidagem que suga os recursos Aquém e Além-Mar.As quadrilhas do socialismo e do comunismo ainda dominam o discurso oficial.Espera-se que os próximos tempos sirvam para aprovar uma no comunist and no socialist zone em Portugal.

    1. Apoiado. Depois, só falta aprovar mais umas zones: – no-Centrão-Podre zone; – no-direita-hipócrita-das-peixeiras zone; – no-boys-e-tachistas zone; – no-chulice-da-banca zone; – no-mercados-agiotas zone; …e TALVEZ nos safemos.

      1. Avatar de Alfonso Anriques
        Alfonso Anriques

        Subscrevo.Ahaha!

  3. Toda a gente sabe que o presidente é um bocado trapalhão nos seus discursos,a prová-lo é o facto de virem depois dizer que foram mal interpretados.Naquela cerimónia o PR não podia falar de outra coisa senão dos ex combatentes,e fez bem em homenageá-los,não havia era necessidade de usar uma retórica a elogiar a guerra colonial e o colonialismo.Instou os jovens a empenharem-se em causas para o futuro do país com a mesma determinação e coragem com que os jovens de há 50/40 anos fizeram a guerra de Àfrica.Estive em Moçambique 26 meses e não vi determinação naquela malta,só se fosse o Kaulza.O que vi foi revolta, desprezo pelos responsáveis por aquela guerra injusta e desnecessária, vontade de se verem livre daquele inferno que lhes interrompeu brutalmente a juventude. Devemos ter orgulho e defender a nossa história,ela é feita de boas e más politicas,mas a história não pode ser reescrita para branquear atitudes e responsabilidades.Não queiram comparar a guerra do ultramar com a batalha de Aljubarrota,sejam sérios!!!

    1. «Não queiram comparar a guerra do ultramar com a batalha de Aljubarrota,sejam sérios!!!»O que move as forças de um país pequeno, ou de um exército pequeno é a energia do desespero e o medo. O medo move montanhas.

    2. Ó filho, tu bem tentas mostrar que tens inteligência. Não insistas. Já toda a gente sabe não és especialmente dotado. Na verdade, és burro e muito burro.Nem admira que assim seja. Eu apenas pude dar o que tenho (pouca inteligência), e a tua mãe, coitadinha, deu também o que tinha: MUITA BURRICE.Quem dá o que tem, a mais não é obrigado. Por isso, não te armes em inteligente, que só te fica mal.

  4. Este traste, tecelã, está sempre do lado da gatunagem e da traição.Trata essa sociopatia galopante, bronco.Ou então junta-te ao dono, vão para o cume do Everest e não se apressem em regressar!

  5. Será que a “besta” inclui nos seus comentários o próprio Pai que prestou serviço na Guine como oficial superior da Armada ( c 1970) ? Define o seu caracter.

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