Não é costume haver declarações do nosso fantástico Guterres que mereçam qualquer sombra de atenção. Normalmente diz coisas como a prima do Solnado que gostava muito de dizer coisas. Delas nada de novo, interessante ou importante se pode extrair.
Desta vez, porém, a mui ilustre criatura, entre muita palha, disse umas verdades. A principal delas foi que (cito de memória) “se tudo correr bem, talvez daqui a dois ou três anos voltemos à normalidade”.
Toda a razão, ainda que optimista. Parece que o mundo em geral e – acrescento – nós em particular, ainda não percebemos que os exageros em relação ao covide nos estão a enfiar num buraco de gigantescas dimensões. Não são só os mais “frágeis”, os mais pequenos, que vão sofrer, falir, morrer, é a vida, é o mundo, a civilização, o futuro, os nossos filhos e netos, todos cairão no buraco.
Mas, entretanto, as “autoridades” exerceram o seu poder, quem manda é o covide e os respectivos serventuários, políticos, jornalistas e outros terroristas. Isso de cancros, diabetes, AVCês e outras maleitas menores deixaram de ser importantes.
O dinheiro ainda não acabou, mas vai acabar, mergulhado em notas faIsas. Vai ser bonito.
Importantes são as bocas do PM, do PR e de mais umas dezenas de sábios que os trombones da “informação” por aí vão ribombando.
Nós, as pessoas, os doentes, os saudáveis, os bons, os maus, há muito deixámos de ser gente. É comer e calar.
28.6.20

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