Os camaradas Soares, Saramago, Sampaio e aderentes andam borrados com a candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa. Vai daí, lançam um desesperado apelo para que a esquerda se una.
Nada melhor para esclarecer quem ainda tem dúvidas sobre o acerto da escolha da dona Manuela.
Nenhum candidato do PSD poria a esquerda em pânico como o faz Santana Lopes. É que toda a gente sabe que ele foi o melhor autarca que Lisboa teve desde Abecassis, toda a gente sabe que a maioria dos lisboetas, a começar pelas classes mais pobres, se revê no seu mandato, toda a gente sabe que Santana Lopes não fez mais porque teve à perna uma destrutiva cáfila, a começar no Presidente da República e a acabar com as gentes que se acotovelavam na bancada socialista da Assembleia Municipal, passando pelo suicida Mendes, do seu próprio partido. Por isso, Santana Lopes é o único candidato do PSD que pode provocar um landslide de votos a seu favor.
Nem os mais pobres, as associações de bairro, as freguesias, esquecem as atenções de Santana, as piscinas de Santana, as ajudas de Santana, nem a classe média esquece o Túnel do Marquês ou a guerra que a inveja esquerdista e mal intencionada lhe moveu, nem os pequenos investidores esquecem as nunca vistas agilidade, transparência e seriedade dos serviços de urbanização, coisas hoje completamente perdidas.
Ninguém esquecerá tão pouco as tropelias e as trapalhices dos que se opuseram à recuperação do Parque Mayer e ao arrojado projecto Ghery, nem a situação a que foram levados pela esquerda os terrenos da Feira Popular, verdadeira vergonha para todos nós, nem a guerra contra a animação do Terreiro do Paço.
Ninguém esquecerá, outrossim, o marasmo em que, com desculpas de mau pagador, a cidade se encontra desde que foi entregue à inoperacionalidade do Costa, às histerias da dona Helena e à sanha policiesca do Fernandes, a fazer lembrar os horríveis tempos da coligação social-comunista dos senhores Sampaio e Soares filho.
Por tudo isto, e muito mais, Lisboa prepara-se alegremente para recuperar Santana. As hostes a quem Lisboa nada deve, tremebundas de terror, reúnem assinaturas para empurrar o PS para os quentes braços do PC. O pior, ou o melhor, é que o PC, lembrando-se de como foi tratado pelos seus irmãos em socialismo, hesita, diz que não, ou para aumentar o seu preço ou por achar que ganha mais no contra poder do que com tais aliados.
À medida que a água for correndo por baixo das pontes, o PC vai subir a parada, na certeza que, ou lhe dão quase tudo, ou fica como está.
De uma forma ou de outra, os alfacinhas elegerão Santana Lopes. Contra o PS, ou contra a coligação PS/PC.
Já não é primeira vez…
António Borges de Carvalho

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