IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EM QUE FICAMOS?

A propaganda que, veiculada pela gente do costume, por aí viceja sobre o SNS, leva-nos a crer que os serviços públicos estão, sem excepção, em rotura, que os “ataques” do “neoliberalismo” levam direitinho à destruição do sacrossanto serviço, que cada defunto é defunto porque o governo cortou no investimento, que a desgraça que sobre nós se abate é de dimensões colossais, que o ministro da saúde afinal não presta, não passa de um “economicista”, um “financista” sem alma, que se aproxima uma hecatombe tal que nem a peste negra a suplantaria.

Vejamos os monumentais ataques desferidos contra o SNS e, claro, todos nós.

Falando de dinheiro, o ano de maior despesa foi 2012 (as dívidas da herança socialista!), depois, mais estabilizada a buracaria da mesma origem, tanto as previsões como a execução orçamental têm vindo a subir e, segundo aprevisão do governo, subirão mais em 2015. O equilíbrio está quase restabelecido, isto é, diminuem as dívidas, não as verbas a utilizar na prestação de cuidados.

Mais uns dados. Nos cuidados continuados, o número de camas, em 2013, era de 21.515, em 2014 foi de 21.613. Os doentes admitidos somaram 23.208 em 2013 e passaram a 25.009 em 2014. As altas, em 2013, foram 21.318 e, em 2014, 24.734. As intervenções cirúrgicas em ambulatório, em 2013, foram 55,8% do total e, em 2014, 57.9%. O número de médicos subiu de 7.400 para 7.594. O de enfermeiros desceu de 8.837 para 8.820. O de técnicos superiores de saúde subiu de de 662 para 669. O de técnicos de diagnóstico e terapêutica passou de 1.912 para 1.937. Se falarmos do médicos de família – ainda insuficientes – o progresso é de muitos milhares.

Afinal, onde está o desinvestimento? Onde a desumanidade? Onde o “economicismo”? Que fundamentos tem a gritaria? E, se houver algures dados negativos, onde irá a demagogia buscá-los? Não se sabe, mas irá com certeza. De certeza também que, na ausência de provas, provas se inventarão. Na ausência de problemas gerais, generalizar-se-ão os pontuais. Esta, sim, uma verdadeira epidemia. Uma epidemia política, não sanitária. Sem sanidade nenhuma.

 

9.2.15

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “EM QUE FICAMOS?”

  1. EM QUE FICAMOS?A resposta certamente estará aqui: “QUANDO VEJO uma ladina criatura que dá pelo nome de Marco António Costa a perorar nos púlpitos por esse País fora como se fosse gente crescida, é inevitável que tenho de lembrar-me das fábulas de Esopo, quando os animais falavam. De facto, ao que isto chegou…” – in José Paulo Fafe (http://josepaulofafe.blogspot.pt/2015/02/zurrices.html)

    1. A implícita comparação é sua.O Fafe é dos bons.

      1. O Fafe é dos bons. E a “ladina criatura”?

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