Por toda a parte vemos cartazes a publicitar as “primárias” do PS. Procuremos uma explicação para o adjectivo primárias (no caso, substantivado). Outra não há que, sendo caridoso, não seja a de primarismo.
Que alternativa para umas eleições que:
– Não existem na Constituição;
– Não existem na Lei eleitoral;
– Não existem nos estatutos da organização que as promove;
– Se destinam a um cargo que, como electivo, não existe, nem existirá;
– Reunem um “colégio eleitoral” que não existe em em lei alguma;
– Que partem de um “recenseamento” de uma coisa que ninguém sabe o que é, nem existe em nenhum sistema em vigor (os “simpatizantes”);
– Que são, de forma pública e notória, fruto de inúmeras chapeladas;
– Que, comprovadamente, provocam a expulsão de quem se queixa de evidentes aldrabices?
– Que… bom, etc..
Não, meus amigos, as eleições “primárias” do PS não se podem classificar como filhas de um qualquer primarismo. Se quisermos adjectivos, diremos que são ilegais, absurdas, demagógicas, ilegítimas, aldrabonas, anti-democráticas, uma porcaria sem nome.
E que, acima de tudo, provam a inferioridade moral e política de quem as inventou, de quem as provocou, de quem as promove e “coordena”, e do miserável estado da agremiação que as aceita e as “legitima”.
1.9.14
António Borges de Carvalho

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