IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ELEIÇÕES PRIMÁRIAS

 

Por toda a parte vemos cartazes a publicitar as “primárias” do PS. Procuremos uma explicação para o adjectivo primárias (no caso, substantivado). Outra não há que, sendo caridoso, não seja a de primarismo.

 

Que alternativa para umas eleições que:

– Não existem na Constituição;

– Não existem na Lei eleitoral;

– Não existem nos estatutos da organização que as promove;

– Se destinam  a um cargo que, como electivo, não existe, nem existirá;

– Reunem um “colégio eleitoral” que não existe em em lei alguma;

– Que partem de um “recenseamento” de uma coisa que ninguém sabe o que é, nem existe em nenhum sistema em vigor (os “simpatizantes”);

– Que são, de forma pública e notória, fruto de inúmeras chapeladas;

– Que, comprovadamente, provocam a expulsão de quem se queixa de evidentes aldrabices?

– Que… bom, etc..

 

Não, meus amigos, as eleições “primárias” do PS não se podem classificar como filhas de um qualquer primarismo. Se quisermos adjectivos, diremos que são ilegais, absurdas, demagógicas, ilegítimas, aldrabonas, anti-democráticas, uma porcaria sem nome.

E que, acima de tudo, provam a inferioridade moral e política de quem as inventou, de quem as provocou, de quem as promove e “coordena”, e do miserável estado da agremiação que as aceita e as “legitima”.

 

1.9.14

 

António Borges de Carvalho



6 respostas a “ELEIÇÕES PRIMÁRIAS”

  1. Estas eleições são tudo isso e pior, mas recordam-nos algo importante. As campanhas para eleições legislativas, autárquicas, etc., recebem subvenções estatais; mas estas “primárias” xuxas estão fora dessa mama. Logo, quem as PAGA? Quem financia os cartazes, os anúncios, todo o circo? Resposta: o partido, e as “doações” do costume. Mas porquê investir muitos milhares de euros em eleições, ainda por cima internas? Simples: porque a pulhítica tuga garante o retorno do investimento. O vencedor tem boas hipóteses de governar Portugal, e os doadores/investidores contam com os tachos, os compadrios e as negociatas corruptas de sempre. Chegar ao governo é o “jackpot” do esgoto partidário. E é isto que importa recordar. Os partidos são estruturas de assalto ao poder, ao erário público, ao POTE. Não existem nem servem para mais nada. Fomentam jotinhas e clientelas com a promessa do nosso dinheiro. Os candidatos e as ideologias são meros ornamentos, escolhidos em função da sua popularidade e probabilidade de sucesso – como um anunciante escolhe uma modelo giraça, ou uma cantiga fácil de assobiar. Neste caso é o PS. Mas no PSD passa-se a mesmíssima coisa.

    1. Conclusão: venha a ditadura.

      1. Sim, já sei: Não quer ser chulado e roubado? > ditadura! Recusa esta partidocracia podre? > ditadura! Basta de circo e farsa eleitoral? > ditadura! Responsabilizar os pulhíticos? > ditadura! Democracia directa? > ditadura! Nada como um bicho-papão para deixar tudo na mesma… né, Irritado?

  2. No que tange ás “primárias” do PS, nada a opor.Agora, relativamente `”burla” politica perpetrada Por Pedro Passos Coelho, tem toda a razão quando afirma: «Se quisermos adjectivos, diremos que são ilegais, absurdas, demagógicas, ilegítimas, aldrabonas, anti-democráticas, uma porcaria sem nome».Tudo lixo.

  3. Dada a qualidade das intervenções dos candidatos, mais me parecem serem uns eleições primatas.

    1. Pois! Primatas, como tu! Queres uma “banana”?

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