Meses antes de qualquer hipótese de putativo orçamento para 2016, já o oportunista-mor dizia: votem em mim porque, se votarem nos outros, desde já garanto que lhes chumbo o orçamento. O chefe do PSC (PS do Costa) não precisava de saber o que rezaria o tal orçamento. Anunciava o chumbo, e pronto. Tinha a premonição que a coisa não mereceria o seu alto apoio ou patrocínio.
Agora, o indivíduo, sem ter lido uma linha do programa de governo, já sabe que não presta, isto é, já sabe que o vai rejeitar. Bruxo! Uma espécie de astrólogo do Campo das Cebolas, discípulo do Professor Karamba? Não! O problema não é, nem nunca foi, saber se o programa é bom ou mau, se o orçamento é bom ou mau. O que interessa ou não ao país, para o oportunista mor, ou carroceiro menor, é dispiciendo. Mero detalhe. Se é “deles”, é para chumbar, e pronto. Porquê? Porque, segundo o douto raciocínio da criatura, os chumbos equivalem a transformá-la em primeiro-ministro, seu objectivo único e primacial.
Vamos assim a caminho de ter um governo canalha, por iniciativa de um canalha, com um sacristão e uma sacristã. Estes, ao menos, são fiéis a si próprios, isto é, ao marxismo/leninismo/trotzkismo/maoismo/castrimo/kimismo/chavismo/madurismo/ex-tripismo/ditatorialismo que sempre os animou. Mas o PS, senhores, transformado em raminho de salsa desta gente, ou seja, em PSC? Que raio! Antes o Professor Karamba.
6.11.15

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