IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DESGRAÇAS

 

 

As manchetes dos últimos dias põem uma pessoa de rastos.


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Por cá, ao contrário do que se possa pensar, não se trata de más notícias. É que parece estar a começar alguma coisa séria contra as trafulhices de toda a ordem em que o país se atolou nos últimos anos.

Prouvera que houvesse vontade, e meios policiais, jurídicos e judiciais para que a sociedade deixasse de achar que as trafulhices valem a pena. Precisávamos de “armas” de tipo anglo-saxónico, ou nórdico, para esta luta, em vez de continuarmos agarrados aos labirintos legais onde a justiça se enreda, verdadeiro espartilho  napoleónico, complicado e ineficaz.

O IRRITADO, se fica de rastos com as notícias, quer ter, ainda que com parcas razões para tal, esperança numa reviravolta dos costumes judiciais que, sem pôr em causa valores fundamentais, antes reforçando-os e usando-os, possa separar o trigo do joio, rapidamente, com Justiça e força.


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As noticias lá de fora são ainda piores.

Do G8, pouco ou nada sairá, para além de tempo perdido.

A Grécia precipita-se, imparável, num caos de consequências gigantescas.

A França, entalada entre o Sarkozy e o Hollande, arranjou um presidente que, para além de anúncios tresloucadas ou impossíveis promessas (não se preocupem, que não são para cumprir), apresentou um governo digno das urgências do Júlio de Matos. 34 ministros, sendo 17 machos e 17 fêmeas, como se tal pudesse ser critério. O IRRITADO não criticaria se fossem mais mulheres que homens. Não se trata, nem de longe, de misogenia. Puro bom senso.

Num frenesi mais ou menos paranóico, o governo do homem tem os mais extraordinários ministérios, coisa digna da imaginação dos aiatolas. A imprensa portuguesa, muito atenta a estes fenómenos, tratou de esconder a coisa. Um ministro para a “Revivescência Produtiva”. Outro, ou outra, para para o “Sucesso Educativo”. E outro “Francês e da Francologia” (nova ciência?). Para não falar do ministro  das “PME, da Inovação e da Economia Numérica”. E isto, meus amigos, são só umas amostras do delirium tremens do fulano.


*


Entretanto, os apóstolos do “crescimento económico”, da extrema esquerda à extrema direita, passando por todas as outras cores, parecem estar a ganhar a sua batalha.

Conseguiram que não se fale noutra coisa. Crescimento!

A Merkel vai dizendo pois pois, e fica tudo na mesma.

E se a convencessem? Que fariam, ela e os demais? Possivelmente coisa nenhuma. É que ainda ninguém foi capaz, nem será, de dizer como se reactiva a economia de um continente que, vítima do mundialismo que inventou, deixou de ter sector primário digno de tal nome, abandonou a indústria pesada, exportou a indústria transformadora e se atascou num mundo de serviços e de custos sociais cuja sustentabilidade desbaratou.

    

Os extremos, da esquerda ou da direita, a mesma trampa. Propugnam o investimento público, como se houvesse uns tostões para isso. Os que não são extremos entretêm-se com “progranas”, “planos” e outras patacoadas.

Resumindo e concluindo: não se sabe se há alguma coisa a fazer ou se a civilização ocidental está mesmo a caminho do fim.

 

23.5.12

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “DESGRAÇAS”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    http://www.zerohedge.com/news/austria-joins-germany-opposing-euro-bonds No primeiro semestre do ano passado, eram todos contra Merkozy, exigindo que os dois países AAA segurassem a Europa a expensas próprias; mas, após o downgrade francês, a França juntou-se ao coro periférico para convencer Merkel a arcar com o custo da preservação da zona euro por conta própria. A Alemanha declinou educadamente. Fast forward para este ano, e voltámos ao mesmo, só que Hollande é mais vocal do que nunca, sabendo muito bem que sozinho não será capaz de fornecer o “crescimento”, leia-se alavancagem, necessário para cumprir as suas promessas eleitorais. Isto é, ou melhor, era, todo o objectivo da reunião europeia de hoje e amanhã, e da ínútil sessão de fotos do G-8. A única novidade é um novo país na lista dos que se opõem aos euro bonds: a Áustria. Ou seja, os países AAA recusam-se a socorrer os não-AAA, pois são eles que sofrerão cada vez mais o ónus da preservação da Eurozone. Mas à medida que mais países (a Holanda parece ser o próximo) deixam o clube AAA, a pressão para o bailout vai crescendo. Assim, a única questão é quanto tempo levará até que a Alemanha fique sozinha contra 16 países europeus, todos exigindo que retribua os benefícios de mais de uma década de políticas quasi-mercantilistas, mesmo que ninguém tenha apontdo uma arma à cabeça dos PIIGS para importar tudo o que era alemão. Nada vai mudar até que, como no ano passado, o mercado esteja à beira da implosão, e apareça alguma ideia pateta no último segundo para atrasar o inevitável por um mês ou dois. Até que tal aconteça, nada mais vai acontecer.

  2. o camarada Hollandócrates vai liderar os operários e camponeses contra o capitalismo selvagem.Como grande socialista e esquerdista,ele bem entende e sofre na pele a miséria das classes trabalhadoras.http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=49144

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