… que eles agarram-lhes o pé.
Por toda a parte soam as mais rasgadas loas ao senhor Sanchez por ter indultado os presos catalães. Homem de larga visão, impecável generosidade, sentido da concórdia, amor à pátria, à paz, à boa convivência, não há adjectivos que cheguem para expressar a universal admiração que o senhor Sanchez merece.
Acho bem. O pior é o resto. Assim que os indultados chegaram à rua, a primeira coisa que fizeram foi desatar as gritos, que não querem indulto, querem amnistia. Se os amnistiarem, vê-los-hão desatar aos gritos, que querem uma indemnização. Se lhes deram uma indemnização, desatarão aos gritos que querem outro referendo, e outro, até que o resultado lhes seja favorável, isto é, até que os espanhóis da Catalunha que querem ser espanhóis percam a nacionalidade que têm e adquiram outra, que não desejam. Imagine-se a confusão, mais que não seja por ficarem fora da UE e do respectivo concerto de nações – e muitas outras confusões haverá, certas, possíveis e imagináveis.
Ao IRRITADO, pessoalmente, tanto se lhe dá que os catalães (quais, quem?) sejam independentes ou não. Mas lá que juraram uma Constituição que agrega num mesno Estado todas as “nacionalidades” espanholas, juraram. Que a tal não são fiéis, não são. Que se afastam da solidariedade com tais “nações”, afastam. Que se querem eximir a partilhar com os demais por se acharem mais que eles, querem. Que são burros, são.
24.6.21

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