Segundo a abalizada opinião do seu chairman, professor Sousa, Presidente da III República, a geringonça “está de pedra e cal, é cimento armado”.
Perante esta afirmação, vieram-me à cabeça os tempos de glória do socialismo, em que a construção civil sitiava o parlamento aplaudindo o PC e vaiando o resto. Eram os tempos em que a turba multa aplaudia o “companheiro Vasco” e em que este, tresloucado, lhe atirava cravos, ao que era correspondido pelos gritos da “muralha de aço”.
As coisas agora não são exactamente iguais, mas têm um cheiro parecido. Não há “aço”, mas há “cimento armado”. Não há desordeiros da construção civil, mas há a infrene propaganda da geringonça, a fazer oposição à oposição, como naqueles tempos se urrava contra a reacção e a “sabotagem económica”. Não temos barreiras nas estradas nem ocupações, mas temos a imprensa que temos.
Não fora a falta de dinheiro e a União Europeia… e o caminho da “pedra e cal” seria mais rápido.
4.3.17

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