IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DAS “REFERÊNCIAS” NACIONAIS

Uma rápida vista de olhos sobre o número de hoje do jornal privado chamado “Público”, publicação tida por “de referência” – seja o que for que tal quer dizer – permite-nos verificar o que segue:

1. O Papa Francisco disse que “não há contradição entre família numerosa e paternidade responsável” e que os católicos “não procriam como coelhos”. A partir destas frases, a fulana que manda na coisa zurze o Papa com uma diatribe descabelada, chamando-lhe “inconsequente” e outros mimos. A partir daqui, a mesma criatura dedica duas páginas ao assunto, páginas cuja finalidade é acusar a Igreja (o Papa) de passadismo medieval. Percebem a lógica?

2. Parece que o BE adiou a votação do alargamento da “prociação medicamente assistida a todas as mulheres”. A coisa merece chamada de última página e amplas críticas lá por dentro da edição. O IRRITADO não percebe lá muito bem o objectivo do BE, nem ficou esclarecido com os comentários sobre este “passo atrás” –nas palavras da redacção – da moribunda organização. Enfim, o IRRITADO até pensava que quem quisesse ir fazer filhos ao médico podia ir sem problemas de maior. Mas o IRRITADO não percebe nada de questões “fracturantes”, não é?

3. Chegados às páginas de opinião da irritante publicação, encontramos , para além das parvoíces do editorial, que já referi, o seguinte: na secção gloriosamante intitulada “Debate”, dois artigos a dizer a mesma coisa: que isso de ter “dois pais” ou “duas mães”, ou seja a “homoparentalidade” (porque não também a homomaternidade? Machistas!) é a coisa mais normal e desejável deste mundo. Como riqueza de debate é difícil encontrar melhor: dois “debatedores” cem por cento de acordo.

4. Segue-se uma página inteira onde um tipo diz cobras e lagartos da avaliação de professores.

5. E outra com um artigo de um conhecido neo-ultra-hiper-socialista – um tal André Freire – a vituperar a privatização da TAP.

6. A fechar este formoso e tão pluralista bouquet lá vem o Tavares do “Livre”, rapaz esperto e insuspeito. O IRRITADO pergunta-se quando é que o outro Tavares – o que não é socialista – será corrido. A ver vamos.

Uma pequena amostra do que, em Portugal, se chama “jornalismo de referência”: uma imprensa isenta, pluralista e sem fidelidades partidárias, não é?

 

Como é que o Belmiro paga um pasquim deste calibtre?

 

21.1.15

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “DAS “REFERÊNCIAS” NACIONAIS”

  1. Caro IRRITADOA pergunta final está mal formulada. Em vez de “como é que” deveria ter escrito “porque é que”. E a resposta é simples: “imposto revolucionário”, para a esquerda caviar não implicar com o negócio das mercearias e com a sócia dos telefones! É um custo de imagem, como qualquer outro. E também serve para pôr em sentido o poder político, se bem que não lhe tenha valido de muito no caso da OPA sobre a PT – o engenheiro filósofo não se deixou intimidar e a coisa acabou com a saída do director para acalmar o animal feroz.

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