IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA UTILIDADE DO CHEGA

Para a esquerda, o Chega foi uma bênção. Quanto mais o Chega subisse, menos votos teria o PSD. Daí a ocupar pelo menos metade da campanha a chamar-lhe nomes, merecidos ou não (tanto faz), desde que o PSD apanhasse de tabela, por causa da história dos Açores. Não esquecer o Rio, que, à sua conta, não fez outra coisa senão dar à esquerda, como sempre, uma ajuda preciosa, com hesitações burras sobre a prisão perpétua, por exemplo. Tanto as esquerdas disseram, que o Chega passou a ser “o assunto da campanha”, o mais propagandeado de todos. Daí, 12 deputados para o Chega. E o PSD nas lonas. Genial.

A coisa continua. Os grandes defensores da Constituição borrifam nela e não vão deixar que haja 4 vice-presidentes na AR como a dita manda. O Chega não votará em nenhum candidato proposto pelo Chega, seja ele quem for, ainda que, para já, estejam centrados no Amorim. Estupidez? Não. A campanha a favor da popularidade do Chega continua. Vitima dos ódios primários  da esquerda, o Chega terá mais visibilidade, mais propaganda, fará mais barulho, perguntará, com razão, “que democracia é esta em que os nossos eleitores valem menos que os dos outros, os nossos deputados são menos que os outros, em que as normas em vigor são espezinhadas a bel-prazer da esquerda?”

As esquerdoidas não se calam, com a preciosa ajuda das camaradas do PS, horrivelmente representadas pela senhora deputada Moreira – aperaltadíssima! – e por uma senhora deputada europeia, as duas prenhes de emoções, indignações, provocações, acusações. Só lhes falta dar vivas ao Chega, que cresça, que se afirme, que seja o bombo da festa todos os dias à disposição, retumbante, sonoro, acusador. Que melhor remédio que, através dele, chegar à direita moderada, muito mais odiada que ele, o verdadeiro alvo da esquerda?

É a prática do ódio, coisa que tanto passam a vida a condenar. Ódio puro, sem tréguas nem escrúpulos nem limites, cujo objecto é outro que não o Chega. O ódio é a verdadeira moral da esquerda. É a esquerda no seu melhor, como diria o Sócrates.

 

9.2.22



2 respostas a “DA UTILIDADE DO CHEGA”

  1. O Irritado arranja cada uma, esta é de não ter o noção do ridículo.Vá dar uma volta pelas notícias durante a campanha e depois e veja quem bateu e não queremos nada com essa gente se não foram os da IL e até o rapaz do CDS.Quem se atirou ao Chega foi o PS por o Rio não se definir e ficar naquela dos Açores. Nas eleições o PS lucrou com o bota abaixo dos malandros esquerdoides ao OE e com o receio do PSD se juntar ao Chega.. Foi isto que aconteceu, percebeu.O Chega não é chamado para coisa nenhuma por não ser a favor do que quer que seja. Então é contra o que é gasto com os políticos e vai também querer ganhar com um vice?. Pois eles podem atirar com um para vice.mas só será se os outros partidos quiserem. E que chatice que vão ficar com motivo para não se calar.Já é tempo do Irritado começar a arranjar uns adjectivos para a rapaziada do Chega, ou não está para aí virado com medo de levar tautau? E já tinha razões para adjectivação àquele possível líder parlamentar que no debate da RTP1 disse que não é contra o regime é contra o sistema, e mais aquilo dos ciganos, pretos e tal coisa não é nada disso é conversa de comícios. Sim senhor, além de ignorante é cobarde em debates sem ser comícios e jantaradas. Os tal esquerdoides estalinistas bolcheviques e não sei quê contra a Constituição não têm nada disso nos seus programas, não defendem essas ideias em comícios ou debates, a grande chatice é reclamarem contra os salários de miséria que se ganha no País, grandes malandros que querem levar as empresas à falência. O IL também é da mesma opinião mas nada contra.

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