IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA ESTUPIDEZ GENERALIZADA

 

De repente, o governo do senhor Pinto de Sousa descobriu o que toda a gente já tinha descoberto há muitos anos. Que isto de andar a comprar casa sem mais nem menos não é mais que uma diabólica ratoeira para os que dispõem de menos meios financeiros. Que isto de o mercado de arrendamento estar a ser destruído ao longo dos últimos cem anos, dos quais os piores são os últimos trinta, é uma desgraça social de efeitos devastadores.

Pois é, descobriu, mas não percebeu.

Há para aí um ano, o governo actuou sobre o regime do arrendamento, produzindo a mais burra de todas as leis de que há memória no nosso ordenamento jurídico, o chamado NRAU. A reacção da sociedade portuguesa foi lógica: ninguém ligou à porcaria, e tudo ficou na mesma.

Agora, a somar a esta asneira, vão aparecer mais umas tantas. O governo vai substituir o investimento em bairros sociais por benesses ao arrendamento. Não, não se trata de actualizar as rendas antigas, nem de proporcionar a restauração do património que a estupidez política degradou, obtendo, com isso, um aumento brutal da oferta com a correspondente baixa de preço dos novos arrendamentos. Nem pensar! O espantoso governo que temos prepara-se para “adquirir” fogos a fim de os alugar baratos. O socialismo não acredita no mercado, nem quando faz algumas “cedências”. Prepara-se para mais umas parcerias público-privadas, o que, como está demonstrado à saciedade, redunda em mais um encargo para o contribuinte, sobretudo para as novas gerações. É assim, o socialismo. Alguém há-de pagar, de preferência quem tiver menos meios de defesa. Como já estávamos condenados a pagar o TGV para Caneças, que é como quem diz para o Porto, mais o aeroporto de Alcochete, desgraça das desgraças, mais a desorçamentação das estradas (e não só…), mais os “investimentos” “público-privados” que se avizinham, mais a ponte nova cuja verdadeira utilidade ninguém conhece e nem o próprio governo sabe onde será construída nem com que vocação ou filosofia, mais, mais, mais areia nos olhos dos vivos e mais encargos para os vindouros.

O Estado vai passar a ser proprietário de andares, não de bairros sociais, vai gastar uma fortuna para os gerir, muito mais do que gastava. Entretanto, o que degradado estava continuará a estar ou a degradar-se ainda mais, a classe protegida pelo Estado à custa de uns, que não dele, continuará a viver sem pagar habitação, as novas gerações continuarão a não ter casas para arrendar em condições decentes e, dentro de poucos anos, a crise do Estado deixará de ser crise para se tornar em ruína. Esta cairá sobre as cabeças dos nossos filhos com o colossal peso das consequências do Pintodesousismo, ou seja, da utopia socialista. Da estupidez socialista. Só o Estado será cada vez maior e, por consequência, mais miserável, mais arruinado, mais caloteiro e mais injusto.

 

Já que se fala em estupidez, note-se que os tipos que, não sendo socialistas, dizem que o senhor Pinto de Sousa faz política de direita, conseguem ser ainda mais estúpidos que ele. Para já, o senhor Pinto de Sousa, agarrado à barriga, deve rir como um doido à custa deles.

 

Mal de nós, se elegermos um governo PSD que continue o mesmo tipo de política.  

 

António Borges de Carvalho


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