IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA CRISE DO REGIME

 

Praticamente unânime é a opinião dos intelectuais/opinadores/”cientistas” políticos e produtores de bocas que peroram e escrevem acerca de uma crise do regime, de que será testemunho o facto de a gigantesca trafulhice que nos pôs de boca aberta estar agora a contas com a Justiça.

Pelo contrário, o regime dá sinais de vitalidade.

Passo a explicar. O regime – a democracia liberal – tem o Estado de Direito como um dos seus esteios. Depois de anos e anos em que a Justiça andou de mãos atadas às ordens do PS e dos amigos e admiradores do senhor Pinto de Sousa, dito Sócrates, eis que, com Passos Coelho, reganhou independência e agiu em conformidade. Com Passos Coelho acabaram os conluios com o chamado poder económico (veja-se o caso BES), a comunicação social não mais foi sujeita a pressões e a manobras para o domínio do seu capital e dos seus profissionais, o governo deixou de se meter em negócios escuros de terceiros, a banca deixou de ser instrumento de inconfessáveis políticas, a Justiça reganhou algum direito ao respeito dos cidadãos. Portanto, a acusação da operação Marquês é um sinal, não de uma crise do regime, mas do seu funcionamento.

Sinais de crise do regime tem havido muitos. O golpe de Estado de Sampaio torceu a lógica do regime. A ascensão ao poder de António Costa acabou com quarenta anos de respeito pelos resultados eleitorais. Nesses casos, meros exemplos, o regime foi posto em causa. Não o foi pela actual acusação.

Como muitas outras, esta é crise do PS, ou provocada pelo PS. O que está em causa é a governação do PS, a forma de o PS se “safar” de todas, ao ponto de legislar ad hominem para punir juízes inconvenientes, de se conluiar com actos de banditismo e com interesses suspeitos. Ao longo de muitos anos, o PS tem comandado e provocado crises umas em cima das outras, sempre “sem culpa”. Os companheiros da bancarrota, adeptos ferozes do chefe da trafulhice, levaram anos a aplaudi-lo e a segui-lo, e voltaram ao governo como anjos injustiçados e perseguidos. Não viram, não ouviram, nada disseram. Pelo contrário, aplaudiram, apoiaram, chamaram nomes a terceiros, aos que queriam pôr as coisas no são.

Crise de regime, sim, mas não pelas razões invocadas pelo exército dos intelectuais/comentadores/”cientistas” políticos e produtores de bocas.  Crise é o poder político que temos. Crise é, por definição, o PS e os seus parceiros.

 

14.10.17



5 respostas a “DA CRISE DO REGIME”

  1. O costume: o problema do regime é o PS. Só o PS. Removendo o PS, o regime fica perfeito. Quase perfeito. Os comunas também estão a mais. Não chegam ao pote, mas são gente horrível. Os partidecos tipo PAN, Marinho Pinto, Tavares chulo, etc., também podem ir. E o CDS também não é grande coisa. Aproveita-se o PSD. Só o PSD. Não todo o PSD: Passos, Santana, Mira, Ferreira do Amaral, alguns selectos heróis. Por coincidência, os mais compinchas do Irritado. Assim, e só assim, o regime brilha como o Sol: a “democracia liberal”, o “Estado de Direito”! E a Justiça segue triunfante o seu caminho, doa a quem doer. E os subsídios e fundações-fantasma da Tecnoforma são água debaixo da ponte. E o BPN foi despachado ao Mira limpo de espinhas, assunto arrumado. E a maçonaria e a Opus Dei vão partilhando o país, é malta fixe. E o Dias Loureiro é um modelo a seguir. E o Relvas, injustamente afastado, é hoje próspero banqueiro e “consultor”. E a Banca, a Lusoponte e a Mota-Engil vão contratando mais ministros, é o mercado. E os grandes escritórios de advogados vão legislando, é o Estado de Direito. E os governos e os autarcas vão fazendo o que lhes dá na gana, é a “responsabilidade política”. E vamos pondo uma cruzinha de 4 em 4 anos, dando-lhes carta branca, é a democracia. E vamos sendo enrabados sem vaselina pela EDP, PT, Galp e outros mamões, é o capitalismo. E vamos sendo enrabados pelo Estado, pelos Gaspares e Macedos, para encher mais mamões, é a vida. E vamos privatizando cada vez mais, sobretudo a Saúde e a Educação, porque o público é para tesos. E cá vamos todos, sempre democráticos e humildes, tentando ganhar a “confiança dos mercados”. O costume.

  2. Aqui há un tempo escrevi no meu computador:TENTAÇÃO Em branco será meu voto?Não me agradam os os cardápios Só quadrilhas de larápios Seu discurso cheira a esgoto Faça direita volverFaça volver à esquerdaÉ só tiranos de merda Sequiosos do poder.O direito não existe Nem sabem o que isso é Dão-lhe tratos de polé Só a vontade persisteManterei a tentação?Os ladrões são desiguais Há erros que são fataisVou votar nos que cá estão.Não quero nada de novoNem bandos de jacobinosSão todos lindos meninosMas os tribunais são do Povo.Não consegui o que pretendia. Eles também não conseguiram, mas tentaram. Um tal Magalhães Silva e um tal Pinto Ribeiro foram colocados no CSMP. Parafraseando Diácono Remédios: “Não havia necessidade “. Muita atenção ainda falta a Pronúncia para o processo passar à fase de julgamento e eles continuam a malhar no juiz de instrução que lá está.

  3. O regime não presta. A CRP não presta. O STJ é uma fraude. A AR é uma incubadora de quadrilhas. Este Sócrates contratou com o Salgado lavar-lhe dinheiro perante uma comissão de lavagem de 5% e fez a AR aprovar uma lei para tal. Etc , Etc.

  4. Finalmente fala claro, Sr. Picaroto. E tem razão. Sabe porque esta canalha pulhítica, banqueira e pseudo-gestora age assim? Porque pode. Não precisa de outro motivo. E a canalha sabe que, como o regime é podre e a carneirada mansa, ficará impune. A Justiça é lenta e ineficaz. Os raros magistrados sérios e diligentes têm de lidar com leis feitas pela canalha à medida desta. Os processos levam uma eternidade, durante a qual a canalha continua a viver à grande. Depois acabam arquivados, ou recebem penas ridículas, como o Isaltino, e rapidamente voltam a gozar o saque. É por isto que o Pinto de Sousa, o Salgado, o Dias Loureiro, o Bava, o Granadeiro, o Rui Soares da PT, o clã Penedos, o Isaltino, o Mexia, o Vara ou o Relvas não têm medo. Enquanto não o tiverem, não vão mudar. Nada vai mudar. Esta canalha tem de sentir medo. Não só da Justiça, mas de umas boas murraças. Ou de pior. Esta canalha não pode viver em paz. Não pode sair à rua. Não pode ter uma casa, um carro, um barco, um triciclo intacto. Não pode ir dar uma entrevista, como fizeram esta semana o 44 e o Relvas, sem escolta policial. Não pode ir mamar um tacho sem saber que será escrutinado, e que a entidade que lhes paga será atacada e boicotada. Não pode transmitir dinheiro e bens a familiares, o fruto do saque, sem saber que eles sofrerão o mesmo destino. Esta canalha tem de sentir medo, Sr. Picaroto. É a única maneira.

    1. Sr.Filipe Bastos.Este seu comentário poupou-me as palavras que queria dizer. Assim sim. São todos sem um pingo de moral ou vergonha. E eu, quase sem me aperceber, continuo a fazer parte da “carneirada” que ainda perde tempo a votar…! Tenho muita consideração pelo autor do blog ” O IRRITADO”, que tem razão para apontar as baterias ao Pinto de Sousa e outros, mas omite uns tantos que mereciam igualmente o seu nome no “QUADRO DA (des) HONRA”. Ainda bem que o Sr. os acrescentou. Parabéns

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