IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CRIMES ECONÓMICOS

 

Nos terríveis tempos em que Portugal era governado por um bolchevista tresloucado chamado Vasco Gonçalves, acolitado por Álvaro Cunhal e sua gentalha, era costume, para perseguir alguém ou meter na cadeia os suspeitos de falta de socialismo, produzir acusações de “sabotagem económina”.

Hoje é diferente. Há crimes económicos, autênticos, não inventados, que, ou passam entre os pingos de chuva, ou são objecto de prescrições mais ou menos estranhas, todos eles beneficiando do estado de catalepsia laboral de que enferma a generalidade dos serviços de justiça.

O mais flagrante e escandaloso de todos NUNCA foi objecto de queixa, procedimento judicial, iniciativa do Estado, iniciativa popular, ou fosse do que fosse. Trata-se, como devem calcular, do monumental atentado que um tal Carlos César, sinistra e esteticamente porcina figura dos Açores, cometeu e que, a la limite, foi a mais importante causa da falência dos estaleiros de Viana do Castelo. É claro que tal falência foi ajudada pelas maluquices venezuelanas do senhor Pinto de Sousa, mas tal não desculpa o prejuízo deliberadamente causado pelo chamado governo dos Açores, em favor de alugueres milionários de navios gregos.

A coisa passou como se nada fosse. Toda a gente, a começar pelos próprios trabalhadores e pelo mais-que-tudo dos protestantes, o camarada Carlos, passando pelos governos, pelos PGR e tutti quanti, se borrifou no assunto. Estranhamente, neste caso, até os media resolveram não “investigar”.

Não se sabe donde virá a protecção generalizada de que o governo açoreano tem gozado. É-nos permitido imaginar as mais diversas teorias, maquinações, corrupções, tráficos e razões.

A mais importante verdade, nesta matéria, é o facto de nada nem ninguém se ter preocupado em escarafunchar na sujeira.

Talvez um dia…

 

 

17.3.14

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “CRIMES ECONÓMICOS”

  1. “Talvez um dia…” eu veja na cadeia, após confisco de todos os seus bens e aqueles bens que cirurgicamente “fugiram” para património de familiares e próximos, os responsáveis do “…mais flagrante e escandaloso de todos…” os crimes económicos: BPN.Também tenho esperança de outros flagrantes crimes económicos que, na Alemanha e Grécia, deram origem a condenações: SUBMARINOS.Todos estes criminosos gravitam na “zona” do PS, PSD e CDS. Alguns “Irritam-se” com facilidade; porque será?

  2. Olhe que surpresa, Irritado: PORTUGUESES CADA VEZ MENOS SATISFEITOS COM DEMOCRACIA «Um estudo europeu que será hoje apresentado concluiu que os portugueses estão cada vez menos satisfeitos com a democracia. A 6.ª edição do European Social Survey ‘Significados e avaliações da democracia’, que recolheu dados em 23 países, analisou as opiniões dos cidadãos e dos políticos, e teve a participação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Para os portugueses, os maiores défices democráticos estão no funcionamento dos tribunais, na capacidade dos governos assegurarem justiça social, num sentimento de FALTA DE CONTROLO POPULAR DO PODER POLÍTICO, e INSUFICIENTES MECANISMOS DE DEMOCRACIA DIRECTA. Os portugueses têm uma concepção de democracia que não se esgota nas “eleições livres e justas”, e relevam aspectos como a igualdade perante a lei e um sistema político que permita CASTIGAR MAUS GOVERNOS e os OBRIGUE a informar os cidadãos.» —————————————– Sinta-se à vontade para continuar com a cabeça bem enfiada na areia.

    1. A minha “areia” é algum resto de realismo. Não sou nefelibata, nem cultivo utopias.Quanto à desilusão com a democracia, é um tiro errado, talvez porque se acha que a democracia é o regime e dos “melhores”: isso são as ditaduras. A democracia é o regime dos eleitos, melhores ou piores. Se houvesse alguma educação democrática, a desilusão podia ser com os políticos ou a política, não com a democracia.

      1. A sua areia são dogmas, parcialidade, e alguma teimosia. Perante as evidências, continua a brandir papões: a alternativa a esta Partidocracia, a seu ver, só pode ser uma ditadura. Usa palas voluntárias, agravadas pelo facto de o seu estimado PSD estar no poleiro. Até compreendo que se seja conservador; só não compreendo que se queira conservar, a todo custo, um regime tão podre e corrupto como este.

      2. P.S. “Nefelibata” é muito bom. Nem me lembrava de tal palavra. Tenho de passar a usá-la mais vezes.

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