Seguindo o exemplo do Dr. Sampaio, o Presidente Marcelo veio, sabe-se lá porquê, dizer que a dissolução da AR só pode acontecer se houver uma alternativa a este governo no horizonte previsível.
É facto que Sampaio só dissolveu a Assembleia quando achou que tinha a esquerda “afinada” para açambarcar o poder. Apanhou o governo em contra-mão e, zás, deu cabo dele e pôs os seus no galarim. Ficámos a dever-lhe o Sócrates!
Hoje, as coisas são diferentes. No que respeita a mandar o Costa para casa, a situação é mais do que evidente. Por muito menos foi Santana Lopes para a rua.
É certo, porém, que não é provável que se gere uma alternativa à cambada de aldrabões que por aí vegeta. O dr. Montenegro tem feito algumas meritórias propostas, como no caso da habitação, propostas a que os comentadores de serviço pouco ou nada ligaram, ocupados em exclusivo com a hipótese de haver ou não algum acordo parlamentar com o Chega.
Se querem o parecer do IRRITADO, aí vai ele. O PSD deve dizer que esperou que o Chega desse algum sinal de bom senso para guardar uma hipótese, mesmo que remota, de vir a ser aceite num arranjo com o PSD. Mas, dada a recente associação dessa organização com bestas do calibre de um Bolsonaro e de um Trump, não há qualquer acordo possível. O PSD tem que tomar uma decisão drástica, rápida e sem lugar a dúvidas: se houver dissolução (já devia ter havido), então os eleitores que queiram livrar-se da comprovadíssima desgraça que o PS representa, só terão uma opção: votar PSD.
9.4.23

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