IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CONTRIBUIÇÃO PARA O FIM DE CERTAS BAGUNÇAS

 

Um bando de díscolos fez uma arruaça dos diabos nas bancadas do Parlamento, coisa que já se tornou habitual e se enquadra nas travessuras inspiradas pelo original slogan “a luta continua” e copiosamente servidas ao público pelos chamados media.

Macacagem devidamente arregimentada e treinada nestas matérias desempenha as suas funções com mestria. Disso não há dúvida.

Parece que a dona Assumpção opinou que era preciso rever as condições de acesso às parlamentares facilities. De imediato, uma série de gente começou aos gritos, que estava em causa a liberdade, a democracia, e outros valores que, da boca para fora, muito preza. Assistiu-se, da parte de inúmeros esclarecidos deputados, a manifestações de indignação e repúdio pela inusitada atitude da senhora.

 

O IRRITADO, como não podia deixar de ser, é contra este tipo de atitudes, e sabe quem delas aproveita, mais que não seja para parlapatear a demagogia primitiva e aldrabona que constitui a sua maneira de estar na vida.

Ora bem. Se eu estacionar em cima do passeio, pago uma multa do caneco e arrisco-me a ficar sem o pópó. Se eu for para a AR e desatar aos gritos, mostrar o cu, deitar panfletos, cantar arengas esquerdóides, sou delicadamente convidado pela polícia a abandonar o local e vou beber uma bica à tasca da esquina em paz e sossego. Na próxima vez, alinharei na convocatória e vou fazer o mesmo.

 

Por isso que o IRRITADO se atreva a dar um conselho à dona Assumpção, para acabar com estas aventuras e até ganhar algum: como todos os díscolos são atenciosamente filmados pelos serviços de serviço, a sua identificação é fácil. É questão de montar uma banca à saída das galerias e, um a um, fazer pagar aos arruaceiros, in loco, uma multa do caneco. Em alternativa, vão para a esquadra até que a paguem. 24 horas depois, se a multa não estiver paga, serão objecto de julgamento sumário por flagrante delito de desobediência e perturbação do normal funcionamento das instituições democráticas. A pena poderá ser, por exemplo, a multa multiplicada por dez, acrescida das custas judicias e do estipêndio do advogado oficioso a ser pago ao Marinho, se for caso disso.

Força, dona Assumpção! Vê como pode dar uma machadada na bagunça e ainda contribuir com uns euritos para a fazenda pública?

 

12.7.13

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “CONTRIBUIÇÃO PARA O FIM DE CERTAS BAGUNÇAS”

  1. Bem. Por onde começar? A MANIF Umas dezenas de pessoas interromperam os (digamos) trabalhos do Parlamento, gritando «demissão!», «fascismo nunca mais!», etc. Ao que parece, e para não variar, eram comunas: sindicalistas da FP que protestavam contra um horário de 40 horas semanais, e outras afrontas assim inimagináveis. Perturbada pela bagunça, usando a palavra do Irritado, a presidente da “Casa da Democracia” mandou expulsar os manifestantes, sob aplausos dos deputados, e sugeriu rever as regras de acesso à dita casa democrática. Uma vez expulsa a maralha, e já mais confiante, citou Simone de Beauvoir: «Não podemos permitir que os nossos carrascos nos criem maus costumes» – uma frase que soava lindamente na França ocupada pela Alemanha nazi, há 70 anos, mas que estranhamente não soa tão bem aqui e agora. A malta não gostou, e a senhora teve de justificar-se. E quem é esta senhora? A DONDOCA MAMONA Chama-se Assunção Esteves, ou Assumpção Esteves, conforme o autor. Onde não há dúvidas é que se reformou do Tribunal Constitucional aos 42 anos, com uma reforma de mais de 7000 euros, após extenuantes dez anos de trabalho. Apesar da reforma precoce, teve tempo para somar tachos no Parlamento tuga, no Parlamento da Euromama, mais as inevitáveis comissões, conselhos, “grupos especiais”, e institutos. Foi eleita presidente do Parlamento em 2011, como 2ª escolha do PSD, após a palhaçada do Fiambre Nobre. Ao ter de optar entre a suada reforma do TC e o ordenado do Parlamento, que era inferior, optou pela reforma – seguindo assim o elevado exemplo do nosso PR. E se este é um pacóvio emproado, a boa da Esteves é uma dondoca ligeiramente menos pacóvia, mas que também pensa que tudo lhe é devido. Daí a sua citação. A CITAÇÃO INFELIZ É claro que a dondoca não quis chamar «carrascos» ou nazis à ralé que, apesar de tudo, lhe paga o chorudo e imerecido ordenado/reforma: limitou-se a citar uma treta qualquer que lhe pareceu adequada, no pior momento possível. Pura estupidez, e completa falta de noção – algo natural numa dondoca que nunca produziu um corno na vida. A HIPOCRISIA DA DONDOCA A sua “democracia” começa e acaba na sua casinha de bonecas: um Parlamento que nos suga largas dezenas de milhões de euros por ano, incluindo as suas mordomias, com os resultados à vista, mas que só é “casa da democracia” quando há respeitinho ao «normal funcionamento das instituições democráticas» – como diz o Irritado. Como se este funcionamento fosse normal, como se este antro de chulos, tachistas, lobistas e trafulhas fosse uma instituição séria, e como se fosse democrática – quando NINGUÉM elegeu nenhum destes “representantes”, a começar pela dondoca. A Partidocracia vigente encarrega-se de os lá meter. A cereja no topo do bolo é que a dondoca até anunciou – nas últimas comemorações do 25/4 – a abertura da “casa da democracia” à ralé: uma tour guiada pela dondoca em pessoa, com tretas multimedia e tudo, pagas pela ralé. Mas por que raio é que a ralé não se limita a pagar as tours, a reforma e as mordomias da dondoca? Agora até fazem barulho? Que afronta! Que anti-democrático! A HIPOCRISIA DO IRRITADO (E DOS LARANJINHAS EM GERAL) São duas: 1) a dondoca vem do TC, assim como a sua mama, mas por ser laranja torna-se magicamente pura, já não é uma bruxa/chula do TC; 2) se a maioria fosse do PS, e o presidente fosse o Alegre, o Almeida Santos, ou outro xuxa mamão, isto nem merecia um comentário. A verdadeira questão é ser contra este governo, e esta presidente – esta dondoca mamona. «Força, dona Assumpção!», diz o Irritado. Filmar os arruaceiros, e cobrar-lhes multas. Quase desejo que o PS volte ao poder, e que lhe cobre multas a si. Quase.

    1. Com as minhas desculpas, devo dizer que não acertou no alvo. O alvo não era a rapariga, cuja biografia não conheço tão bem como V.. Era a maralha arregimentada.Seja qual for o passado da senhora, facto é que não pode ser aceite a bagunça nas “bancadas do povo”, como não é aceite nos tribunais e noutras instâncias que, pelo menos formalmente, são respeitáveis e deviam ser respeitadas. A sua raiva contra o que existe obnubila qualquer julgamento minimamente sensato.

      1. O respeito não se decreta, merece-se. Esta gente e estas instituições não o merecem. O que este episódio vem recordar é que a suposta “casa da democracia” não é nossa, nunca foi. É tudo muito bonito e respeitável para quem lá mama à conta, ou tem lá compinchas, mas para o resto dos cidadãos é uma farsa e uma vergonha. Se isto não mudar, que se dêem por felizes enquanto for só gritos. Gritos não partem ossos.

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