Diz-se que De Gaule opinou um dia que le Portugal est une Catalogne qui a réussi. Diz-se também que foi no 1º de Dezembro que Portugal correu com os castelhanos. Mentira. Andámos 30 anos em guerra para os fazer desistir.
Vai para 400 anos que a Catalunha não “réussiu”. Há quarenta que os catalães, por larga maioria, aceitaram, em referendo, ser uma “aaunomia” no reino espanhol. E, no entanto, agora, há muitos espanhóis da Catalunha que resolverem trair a palavra dada, e querem reverter a História, reacendendo uma questão enterrada há séculos. Não elaborarei sobre a questão, a não ser num ponto: o da nacionalidade.
Todos os catalães são espanhóis. Um grupo, maioritário ou não (tudo indica que não) quer deixar de o ser; se este grupo ganhar, o que acontece aos outros? Passam a apátridas? São obrigados a mudar de nacionalidade? Podem recusar-se a isso? Passam a ter duas? Deixam de ser, como os catalães, cidadãos da UE? Passam a estrangeiros na sua terra? Se insistirem vão para a cadeia?
E como se determina quem é catalão? Têm algum ADN especial? Arranja-se um esquema de tipo nazi para determinar os “puros”? Haverá algum “sangue” catalão? E os que só falam castelhano serão obrigados a deixar de o falar, a favor de uma língua (chamêmos-lhe assim) que não serve para nada, que ninguém mais fala, que não passa de uma caturrice, eventualmente respeitável mas que não passa disso mesmo, caturrice?
Haverá algum separatista que queira responder a estas perguntas? Julgo que não.
Eis a questão.
17.10.19

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