A começar pelo chefe. Desesperado com as gigantescas aldrabices e escandaleiras do seu inacreditável governo, Costa resolveu dar à malta um banho de notas, borrifando-se nas suas anteriores afirmações que, num mar de lata, meteu no caixote. Obrigadinho. Costa nem a si mesmo respeita quando se borra de medo com o naufrágio anunciado. Ninguém sabe, muito menos o governo, qual o suporte ou a sustentabilidade das benesses. Mas, diga-se, o efeito político e social é de monta.
Entretanto, as aldrabices continuam a ser a regra. Duas ministras, sem sombra de honestidade, declaram que o parecer sobre o despedimento “com justa Causa”(?) da francesa e do person não pode ser entregue à comissão de inquérito, recorrendo a argumentos que nem na cabeça do mais estúpido caberiam. Vai daí, o tristemente famoso Medina vem proclamar que não há parecer nenhum. Tem uma certa razão: é que isto de pareceres, ou são encomendados por ele com conclusões à cabeça (fazendo lei!), ou não interessam. Ouvir os acusados também não. Nem avisá-los. O Medina toma as decisões na televisão sem ligar a “pormenores”. Na qualidade de aldrabão consegue ultrapassar as pataratas das ministras.
Consequências? Nenhumas. O chamado primeiro ministro anda entretido em jantaradas comemorativas do partido que transformou em miseranada palhaçada, bem como na preparação da recepção ao amigo do Putin (de braço dado com o PR), quer cá saber das mentiras das senhoras, das do Medina, e de mais quem queira aldrabar. É fartar vilanagem!
O tal parecer existe, mas é secreto, dizem as meninas de estimação do Costa, dois zeros absolutos. O parecer não existe, diz o Medina com ar sério, a fazer boquinhas. Tem razão: o que existe é a trafulhice institucionalizada e poderosa. A dona Christine, com carradas de razão, vai trtar-lhes da saúde. A eles e a nós, que, como sempre, cá estaremos para pagar o estrago.
21.4.23

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