Talvez para se redimir da sua posição de apoiante do Seguro e da sua reiterada não simpatia pelos partidos comunistas, o camarada Brilhante dedicou os seus dias como presidente da comissão de inquérito ao Banif à nobre tarefa de encontrar um inesgotável número de culpados, políticos, gestores, banqueiros e bancários, a omni-culpada “Europa”, a dona Maria Luís e tantos mais. Com algumas excepções, a saber: o PS, o chamado primeiro-ministro, o inigualável Centeno, os parceiros políticos.
Como diria o ultramontano Santos Silva, se o Brilhante se metesse como PS, levava, e o relatório não passava. Assim, pode dizer-se que, brilhantemente, o Brilhante se safou de chatices e ganhou importante acrescento ao seu geringonço prestígio, assim melhorando os seus dias.
Segundo o brilho do brilhante relatório, tudo estava errado menos os 4 mil milhões que, generosamente, o PS enterrou no Banif. Todas as soluções estavam erradas: a do PS estava certa! Isto, sabendo-se que a CE nunca exigiu tal solução nem impôs o prazo de que a acusam. Que diabo, o que era preciso era que o pontapé dos milhões fosse culpa de 2015, como se tivesse sido o governo anterior quem assim os gastou.
Saude-se o inegável talento manobrista do chamado governo e dos seus parlamentares apoiantes.
Vamos longe.
28.7.16

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