IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BOAS NOTÍCIAS

 

Corações ao alto! A coisa, lá para os lados do Oco, parece estar a abrir fissuras.

O camarada Medina, nº 2 do Costae antigo grande socrapífio, veio dizer que as bocas do PR a favor de um consenso com o PSD são muito bem vindas, e que o Oco faz mal em não agir em conformidade. O IRRITADO, que não recomenda a ninguém acordos com o Oco, fica contente por ver que, lá de dentro do Rato, começa a ouvir-se vozes menos ocas.

Que dizer, por outro lado, daquele primitivo chamado Gaspar (não confundir com o outro), um dos principais membros do sanctus sanctorum do Oco, que garantiu a continuidade da austeridade e da “estabilidade” dos salários diminuidos e das pensões cortadas se o PS fosse governo?

Parece que, até dentro da organização, há já quem não acredite numa só palavra do que o Oco diz, e trate de se sangrar em saúde antes que seja tarde.

Pelo menos à primeira vista, são boas notícias. Mas como, do PS, tudo é de esperar, é preciso redobrar os cuidados.  

 

23.3.14

 

António Borges de Carvalho   



2 respostas a “BOAS NOTÍCIAS”

  1. Avatar de XXI (militante PSD)
    XXI (militante PSD)

    Que soluções propõe o secretário-geral do PS? Cortar as gorduras do Estado obeso a uma dimensão justa e comportável? Diminuir as rendas excessivas da Mota-Engil, EDP e quejandos? Parar o assalto fiscal ao trabalho e à economia? Punir os bancos e os corruptos? E Pedro Passos Coelho, que soluções propões (para além das mentiras)?Cortar as gorduras do Estado obeso a uma dimensão justa e comportável? Diminuir as rendas excessivas da Mota-Engil, EDP e quejandos? Parar o assalto fiscal ao trabalho e à economia? Punir os bancos e os corruptos? Entre um e outro apenas há uma diferença: Seguro não é um MENTIROSO, embora também seja um “pobre coitado” que cresceu dentro da podridão partidária das “jotas”.

    1. Escreve Ana Sá Lopes, no Jornal i (http://www.ionline.pt/iopiniao/sai-banco-publico-cidadao-pagar/pag/-1):Pagámos muito para salvar os bancos, continuamos a salvar banqueirosNo início do seu trajecto como candidato a líder do PSD, Pedro Passos Coelho apareceu com uma proposta fulminante – o homem que queria fazer o Estado desaparecer das nossas vidas, desejava naturalmente, privatizar a Caixa Geral de Depósitos. Perante o clamor nacional, Passos mudou de ideias. Afinal, “a Caixa era a Caixa” e nunca lhe tinha passado pela cabeça a relação especial que os portugueses mantinham com “a Caixa”.Agora, o governo decidiu criar um segundo banco público. Desta vez, é um Banco de Fomento que vai ajudar a conceder crédito às empresas. A ideia até tem o apoio do PS que a defendeu antes do governo. Alguns economistas – como o insuspeito Mira Amaral – defendem que o que este banco vai fazer podia perfeitamente ser feito pela Caixa Geral de Depósitos, um organismo que faz de público em determinadas ocasiões e de “banco comercial” em outras.Mas lá se avançou para a comissão instaladora do Banco de Fomento, que irá revolucionar a economia portuguesa (como se alguma coisa, infelizmente, conseguisse fazer isso perante as obtusas regras europeias a que estamos obrigados). Acontece que os vencimentos anunciados para os membros da comissão instaladora do banco público revelam mais uma vez ao mundo que as “gorduras do Estado” que o governo jurou combater eram a arraia- -miúda, os reformados e os funcionários públicos. As “gorduras” do Estado eram os serviços públicos e os pensionistas com reformas acima dos 600 euros. Não há dinheiro para nada, mas há dinheiro para pagar quase um milhão de euros a três criaturas que vão “instalar” o segundo banco público do país. Maria Antonieta também pensava assim.O argumento de que se tem de pagar muito bem porque se tem de ir buscar “os melhores” é iníquo no meio da devastação social a que o país está sujeito. E quem são os melhores? E onde está a lei que tinha travado salários no Estado superiores aos do Presidente da República? E se é suposto que um primeiro-ministro seja “um dos melhores” porque lhe é imposto um rendimento tão baixo em comparação com o banqueiro? Até aqui, pagámos muito (com uma crise e desemprego elevado) para salvar os bancos. Continuamos a salvar banqueiros. Os cortes que vêm aí não vão incidir sobre o salário destes novos banqueiros públicos – vão voltar aos do costume, aos ricos que têm rendimentos de 1000 euros brutos. Anda-se a brincar com o fogo.

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