Um jornal diário, num dos habituais suplementos de publicidade, vem tecer as mais rasgadas loas à indústria de energia eólica: é amiga do ambiente, a fonte é gratuita, dá emprego a uma data de gente, etc., uma política nacional (do 44, seguido pela do ministro do ambiente que temos) de energia cheia de virtualidades, o país à frente de tantos nesta matéria, um nunca acabar de benesses que devemos agradecer à “visão estratégica” da UE, gentilmente por cá adoptada.
Falta referir algumas qualidades do processo: a energia mais cara, ou quase, da Europa, uma agressão inominável à paisagem, um défice tarifário que ninguém entende, o trabalho insano e caríssimo de centrais térmicas de substitução, uma insuportável dívida pública a prolongar-se ad aeternum, e uma data de gente rica por mor da “saúde do planeta” e dos subsídos públicos.
Aqui temos um exemplo de um alegado bem que muito por mal vem.
Porreiro pá. Nuclear é que não.
11.5.15

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