IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BASÍLIO, O GALDÉRIO

 

Dizem as crónicas que o debate do programa do governo, ontem, foi cordato, bem-educado e digno. Parece que até a dona Maria do Dafundo, perdão, de Belém, foi muito gentil.

Chegou a haver um sargento do quadro do exército de comentadores de serviço permanente, que disse que o PS está a mudar de tom, e até jurou que estão definitivamente postas de lado as cenas ultramontanas, trauliteiras, ordinárias e aldrabonas em que o senhor Pinto de Sousa era especialista.

 

Como sabe quem vai tendo a paciência de ler este blogue, o IRRITADO não comunga da esperança dos opiniosos comentadores.

Nem de propósito, quando ao fim da tarde abriu a televisão, deu de caras com o camarada Basílio, indefectível socialista- democrata-cristão – diz ele – e amigo do peito do senhor Pinto de Sousa, como toda a gente sabe.

O homem não é de modas. Consegue ser mais papista que o papa com letra pequena, entendido papa como Pinto de Sousa.

Pegou no programa do governo e desatou à pancada ao que lá não estava. Não estava, ficámos a saber, vertida em loas e salamaleques, a maravilhosa obra do camarada Basílio.

O camarada Basílio, como é sabido – se não é ficou a ser – projectou o país para altíssimos voos de investimento estrangeiro, para uma nova dinâmica no comércio externo, para a modernização da economia, saldando-se por milhares de milhões a sua extraordinária obra. E nem uma palavra sobre o assunto no programa de governo! Que topete! Que falta de respeito!

O camarada Basílio sabe tudo, um tudo que não está – ó ignorância! – em tal programa.

O camarada Basílio tem as mais profundas dúvidas sobre a “experiência canadiana” do ministro da economia. E ainda tem mais sobre essa menina inexperiente que é ministra de uma data de coisas e que também teve a lata de não pôr no programa o que o camarada Basílio acha que devia lá estar.

Ele, camarada Basílio, está zangadíssimo porque o governo não tem ministro do trabalho, só do emprego. Carradas de razão!

E muito, muito mais, ao estilo cavernoso e badalão do senhor Pinto de Sousa.

 

O IRRITADO recomenda vivamente ao camarada Basílio que se filie na irmandade das galdérias e que desça o Parque Eduardo VII de bicicleta, todo nu – horribile visu! – a fim de estar sempre, sempre, à tona dos acontecimentos. É que, calcule-se, o programa do governo não diz nada acerca das galdérias, coitadinhas, nem refere a alta necessidade de mostrar o pandeiro ao povo.

 

Resta-nos a esperança de ver a dona Maria da Cruz Quebrada, perdão, de Belém, mandar calar este parvalhão, a fim de evitar mais vómitos ao IRRITADO. Que diabo, o IRRITADO também é gente!

 

1.7.11

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “BASÍLIO, O GALDÉRIO”

  1. Avatar de daniel tecelão
    daniel tecelão

    O irritado tambem é gente!Quem sou eu para duvidar,mas há gente e gente!Há gente que apelida o Pinto de Sousa de trauliteiro,mas utilizada uma linguagem de casa de putas para destratar de quem não gosta politicamente.O Basilio tem razão a ministra da agricultura não sabe distinguir um feijão carrapato de uma ervilha torta.Registemos a mentirola de Coelho sobre o 13º mês,aposto dobrado contra simples,que este rapaz em matéria de mentirolas irá destronar o Pinto de Sousa!!!

  2. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    O Sr. Basílio, há que dizê-lo com todas as letras, É UM PULHA. Mais: é um PULHA RASCA. Todos os pulhas se vendem, faz parte da classe. Mas o Sr. Basílio vendeu-se por um mero TACHO PARALAMENTAR. Um tacho rasca, quando comparado ao do seu colega Freitas, vaca sagrada da pulhice e do tachismo profissional, ao mais alto nível. Verdade seja dita, o Sr. Basílio não se arma em dramaturgo, ao contrário do Sr. Freitas, e há-de escorregar para a sarjeta da História, ao contrário do seu colega de ofício, que alcançou outras alturas. Não é que seja pior, ou melhor: nenhum deles (Basílio ou Freitas) acrescentou um cêntimo ao PIB nacional, nenhum deles produziu a ponta de um corno, apenas geriram de forma diferente a sua completa inutilidade – e os seus TACHOS. Mesmo na política nacional, há uma espécie de meritocracia: um Basílio até pode ter ajudado a fundar partidos hoje no Governo, até pode ter sido candidato a PR, até pode ter MAMADO à grande em pseudo-institutos da treta, até pode ter saído desse tacho para entrar na AR. Mas jamais será um Freitas. E um Freitas, jamais será um Portas – que conseguiu morrer, e ressuscitar, entre tachos falhados e terríveis suspeitas. E um Portas jamais será uma Múmia Cavaca, a maior vaca sagrada da “direita”, o político profissional menos político de todos. E uma Múmia Cavaca jamais será um Mário Chulares, o pai da “nossa democracia”, e do nosso “socialismo”, que até “afastou os comunas”. E assim sucessivamente, numa espiral de vitórias e conquistas. Até à vitória final. Da nossa democracia.

    1. Porque gasta cera com ruim defunto?Está na génese “portuguesa” ser “pulha”. Na verdade, quando 75% (ou mais), segundo estudos estatísticos recentes, não se incomodam com a “pulhice” (leia-se corrupção, trafulhice, vigarice, …) desde que lhe “sobrem uns trocos”, ESTÁ TUDO DITO…!

  3. Muito bem visto e apreciado. Parabéns ao autor. Merece ser, ainda mais divulgado.

    1. Obrigado pelo comentário. Se quiser colaborar na divulgação… é que o sapo é da PT…

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