Na noite de 25 para 26 de Março alguém içou a Bandeira Portuguesa no local onde costuma estar a bandeira da república.
Olho para os livros e verifico que é certo terem o azul e o branco sido, durante 770 anos, as cores nacionais, umas vezes juntas, outras só o branco.
Queira-se ou não, são estas as nossas cores.
Em 1911, as essas cores foram, oficialmente, substituídas pelo vermelho e o verde, cores de uma organização terrorista conhecida por carbonária que foi o braço armado dos crimes e desmandos da I República, antes e depois da sua infeliz implantação.
É esta a verdade histórica. O escudo pátrio foi mascarado, com patético mau gosto, com a esfera armilar, e esta foi transformada em símbolo do mais fanático imperialismo, formando o chamado “papo-seco” da República. Assim se arranjou maneira de colocar o nosso escudo, da mais ilegítima e ofensiva das formas, sobre as cores da carbonária.
Um regime novo, dito democrático sem jamais se ter submetido ao voto popular, deitou para o lixo, com a honra da Nação, as cores da sua Bandeira, as suas cores.
Certo é que as gerações nascidas a partir dos anos 20, ou 30, já não sabem que as cores da carbonária não são legítimas, nem formal nem materialmente. Educados pela Segunda República (o Estado Novo) e pela Terceira, aceitam, como é natural, o que lhes foi ensinado e vibram com uma bandeira sem saber que não é a sua.
O facto de as cores da Pátria terem sido substituídas pelas de um saco de bandidos não deixa por isso de ser facto.
Quem teve a portuguesíssima ideia de hastear a Bandeira Nacional no lugar da da República, seja quem for, merece que se lhe tire o chapéu. Mais o mereceriam se explicassem às pessoas o significado do seu nobre acto.
No ano em que uma Nação arruinada gasta 10 milhões de euros a comemorar a maior vergonha da sua história (o 5 de Outubro), bem precisávamos que alguém arranjasse uns tostões, não dos impostos mas do bolso de quem quisesse, para ajudar os cidadãos a sair da floresta de enganos em que os mantêm prisioneiros.
27.3.10
António Borges de Carvalho

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