IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BALDADO BALDAIA

 

De memória, aqui vai a arrancada informativa do DN nos últimos dias:

Dia 1 – Quatro páginas dedicadas a uma senhora do chamado governo que não tinha nada para dizer a não ser que é membro da fufocomunidade. Coisa interessantíssima, a merecer grande e exemplar alegria do naciolnal-geringocismo e, certamente, comemorada em várias sedes do BE e do PS, maugrado alguma desconfiança do PC.

Dia 2 – Mais uma data de páginas dedicadas a uma alta representante da nossa comunidade académica, a qual, tendo vivido (para efeito de estudos sociais, é claro) em meios de prostituição, concluiu, sem margem para dúvidas, que tal profissão é de uma dignidade a toda a prova. Para o demonstrar, disse que já tinha praticado todas as actividades do meio, excepto receber dinheiro. A participação de senhora em tais actividades (para informação científica, é de ver) sem receber um tostão, provocou que, de rompante, almas menos caridosas chegassem à conclusão de que dava umas borlas, o que, evidentemente, não corresponde à opinião do IRRITADO. Foi tudo com a maior das dignidades. No BE, sem confirmação oficial, diz-se que houve champanhe.

Dia 3 – Dona Mariana, mais umas páginas inteiras, com vasta fotografia de primeira página. Ficámos a saber que a dita senhora, para além de rigorosa adepta do politicamente correcto, é, não só Mortágua mas tabém motard, via exibição de uma poderosa e cara Honda 850 que lhe fica bem com os tenis. Coisa burguesa e muito macha. De estranhar. O IRRITADO não deseja que se espete (que horror!), o mesmo não dizendo em relação às suas ideias.

Dia 4 – Mais umas largas páginas dedicadas a um senhor com aspecto espectral, sinistro, Jorge qualquer-coisa, ilustre representante do BE. E uma só, imagine-se, dedicada ao camarada Jerónimo, julga-se que compensada pelos artigos semanais do Comité Central.

 

Aqui temos um jornal “de referência”.

 

2.9.17



5 respostas a “BALDADO BALDAIA”

  1. Do Baldaia, nada de novo: há muito que demonstrou ser um sabujo sujo, ao serviço de quem lhe dá tacho. Voltando às ideias, em vez apenas pessoas ou factos: https://theguardian.com/us-news/2017/sep/02/socialism-young-americans-bernie-sanders HOW YOUNG AMERICANS FELL IN LOVE WITH SOCIALISM Young Americans blame capitalism for crises in housing, healthcare and falling wages. Once demonised, the word ‘socialism’ is back as a new political movement takes root. Part veers toward Scandavian-style social democracy of universal healthcare and welfare nets. Others embrace more traditional socialism of large-scale public ownership. But other millennials do not identify with any particular political institution. They come fueled by frustration at the Democratic party, income inequality and the corporate capture of the US government. According to recent polling, A MAJORITY OF AMERICANS UNDER 30 NOW REJECT CAPITALISM. “I liked Labour’s succinct tagline: for the many, not the few. That’s a great summary of what socialism is. It’s democratic control of the society we live in. That includes universal healthcare. Universal education. Public housing. Public control of energy resources. State ownership of banks.” It’s a task made even more challenging by Americans’ famed individualism. “I know of people my age who are very about individualism, about libertarianism. But when you really start to think about these things, it’s clear that’s just selfishness. Socialism is about the collective good versus hoarding it all for yourself”.

  2. Sempre notei que a definição de “socialismo” varia conforme as convicções de cada um: para uns é o gulag e miséria; para outros é só justiça e harmonia; para outros um sistema puramente económico; para outros social; para outros um comunismo light; para outros não há diferença; para outros fascismo e ditadura; para outros uma utopia por realizar. Para o Irritado, basta ler a tagline do seu blog: a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, etc. Para mim, cada vez mais, esta questão – capitalismo, socialismo, esquerda, direita – parece parte de uma questão maior. Creio que a ideologia serve como uma afirmação, num formato socialmente compreensível e aceitável, em que as pessoas gostam de se rever, que as resume e as encaixa em certo lado da Humanidade. Mas as suas razões reais pouco ou nada têm a ver com a ideologia; aliás, muito poucas a entendem ou sequer a conhecem. Aquilo a que hoje se chama esquerda ou direita é uma ultra-simplificação, devidamente recauchutada e pronta a digerir, de teorias formuladas num tempo e num mundo há muito desaparecido. Tal como na religião, cada crente vê nela o que quer, o que lhe dá jeito. Creio, em suma, que as razões da nossa ideologia são bem menos ideológicas do que gostamos de fazer parecer.

    1. Pois é. Há muitas formas de socialismo. O sueco, por exemplo, cujo segredo foi o de manter e exponenciar o… capitalismo. No seu auge, o socialismo sueco teve, na posse do Estado, 5% da economia!O socialismo “puro”, isto é, mesmo socialismo, teve os resultados que estão à vista. Foi, e é incompatível com qualquer noção de democracia.Interessante, o artigo do Guardian, jornal socialista. No entanto, a verdade é que os objectivos mais nobres do socialismo, mesmo do “socialismo social-democrata”, têm sido realizados por via… capitalista!

      1. O velho mantra de direita: o capitalismo “tirou milhões da miséria”. Mas fê-lo por altruísmo e justiça? Ou, mesmo quando faz bem, não é o capitalismo movido por egoísmo e por ganância? Assim, qualquer bem é acidental e secundário. Esse mantra também ignora o avanço técnico, o progresso gradual da qualidade de vida. Atribuir todo o mérito ao capitalismo é uma fantasia semelhante à propaganda comunista. A URSS também “tirou milhões da miséria” e fez enormes progressos, se comparada à Rússia semi-medieval que a antecedeu. E pôs o 1º homem no espaço. O pior é o resto. O capitalismo serviu durante anos, criou muita coisa boa, mas não chega. E também criou muita má. Foi piorando, decaiu nos anos 80 (sim, Thatcher e Reagan), e agora – pela 1ª vez – a próxima geração viverá pior do que a actual. Isto não devia ser uma escolha de A ou B. Isto não é um concurso. Como seres racionais, devíamos ser capazes de tirar o melhor de cada sistema, e criar um sistema melhor. Que sirva a maioria das pessoas. A menos que… o objectivo não seja esse.

  3. Sobre a origem das ideologias. Porque será o Irritado de direita? Sente que trabalhou muito, que merece o que tem, que criou uma descendência produtiva e decente, vê em si um espelho de como a sociedade devia ser? Vê isso também reflectido nas figuras históricas ou exemplos pessoais que admira? Ao longo da vida leu, fez e escreveu coisas que revalidavam essa visão direitista, tornando-a parte intrínseca de si, e seria agora desastroso admiti-la errada, imperfeita ou ultrapassada? Ou é sobretudo, e até antes de ser pró-direita, anti-esquerda? Vê a luta anti-esquerda como um imperativo categórico, como um fim em si mesmo, e como algo que define o seu “eu”? Sem ela sentir-se-ia perdido?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *