O hediondo Basílio, do alto da pesporrência balofa que o caracteriza, declarou há momentos que o Secretário de Estado que ontem se demitiu o fez por não se ter aguentado com “interesses instalados”.
Não se sabe se a nojenta criatura, excepcionalmente, diz a verdade. Pode ser que sim, pode ser que não.
Não é isso o que, para o caso, interessa. Interessa sim perguntar quem instalou os tais interesses (Mexias, Pimentas & Cª), quem lhes deu o poder de que dispõem, quem se comprometeu a pagar-lhes mundos e fundos arruinando a Nação, quem celebrou contratos leoninos com tais interesses, quem sobrecarregou uma Nação inteira com uma chusma de taxas, taxinhas, taxetas e taxonas, destinadas a sustentar os tais interesses. Quem?
Que moral tem o horrendo Basílio e quejandos para vir acusar o governo de ceder aos poderes fundados e alimentados pelo líder e pai espiritual dos basílios desta terra, o homem que ele admirou e serviu como um cão de fila – e ainda serve – sem jamais ter tido uma palavra sobre os interesses que o chefe protegia à custa do contribuinte, antes acompanhando com o maior dos desvelos e dos aplausos os desmandos, as aldrabices, as trafulhices do fabricante de desgraças actualmente a viver dos rendimentos em Paris?
Nenhuma moral, nenhuma razão, nada de humanamente compreeensível. Bacoradas.
13.3.12
António Borges de Carvalho

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