IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


AS COMADRES ANDAM DESAVINDAS

Como seria de esperar, a grande harmonia passou a enorme bagunça. Longe vão os dias do “triunfo”, da “reacção exemplar”, dos “heróis do SNS”, da “cooperação institucional”, do “respeito mútuo”, do “excepcional comportamento dos portugueses” e de tantas e tão ridículas gabarolices que alimentaram o “ego” nacional durante os meses transactos.

Actualmente, há uma coisa em que todos (os que mandam nisto) estão de acordo: na condenação, por politicamente incorrectos, dos “negacionistas”, dos que denunciam os atentados à liberdade, dos que lêem os números com olhos de ler. Acrescente-se a “necessidade” de reduzir ao mínimo o contraditório, de manter a “postura cívica” decretada, de multar, perseguir e, sobretudo, de negar ou manipular evidências. As televisões cooperam acefalamente: os noticiários são preenchidos com covide e mais covide, quanto mais assustador melhor. Não é de estranhar que os psiquiatras andem cheios de trabalho, isto apesar de a procissão ainda não ter saído do adro.  

De resto, cada cabeça sua sentença: estalou o verniz da concórdia. O primeiro-ministro ralha com a loirinha, e ela gosta. O mesmo indivíduo trata o Presidente com a mais rasca falta de respeito, vira-lhe as costas e diz “até daqui a 15 dias”, e o Presidente engole, não vá perder o apoio do PS nas eleições. Os médicos dos hospitais nem querem ouvir falar nos da direcção geral, na boca uns dos outros são todos incompetentes, não se podem nem ver. As estatísticas funcionam para tudo, menos para aliviar o pagante. Ainda ontem vi, em paragonas televisivas que “morreu mais uma vítima do covide, uma senhora de 93 anos. As pessoas deixaram de ser pessoas, perseguem-se umas às outras, ponha a máscara, chegue-se para lá, são mais de cinco, ou dez, afastem-se, tenham juízo! As empregadas das lojas aproveitam para exercer a sua “autoridade”. Temos, “civicamente”, que nos vigiar uns aos outros, não é? Antigamente era a PIDE, hoje somos todos, grande avanço. A culpa é do covide. Coitado do covide, que mata menos que a gripe sazonal.

Estamos todos à espera da vacina. Entretando, dêmos cabo do que ainda resta da economia, que é o que nos mandam fazer. Civicamente, tristemente e até, imagine-se, democraticamente!

Verdade seja dita que é assim, ou quase, por toda a parte. Por cá é pior, mas não é o costume?

 

30.6.20



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