O Meneses, finalmente, chegou à conclusão que não tinha estaleca para o cargo. O homem disse que queria novas eleições e que não ia entrar na corrida.
Logo a seguir, a menina da SIC (santa inocência!) repetiu o que o homem tinha dito: que queria novas eleições e que não ia entrar na corrida.
O senhor Crespo ficou à rasca e, para evitar equívocos, luminosamente, disse aos seus amigos, camarada Octávio Teixeira e companheiro Ângelo Correia, que a sua colega se tinha enganado e que o Meneses estava na corrida. Os tipos, que já não percebiam nada do que se estava a passar, caíram na esparrela e começaram a titubear alarvidades sobre a entrada do Meneses na corrida.
O Crespo desatou então a dizer que o problema do Meneses era o grupo parlamentar. Ao que o Correia respondeu com a verdade (alguém havia de dizer uma verdade, que diabo!): o Meseses não teve qualquer espécie de problema com o grupo parlamentar, o Santana portou-se sempre como um Senhor. Para o Crespo, porém, aculpa “tem que ser” do Santana. Até o camarada Teixeira ficou banzo com a insistência do homem.
Hoje, a distinta imprensa que temos perde mais espaço a congeminar se o Meneses quer sair para sair ou quer sair para voltar do que com outra coisa qualquer. Parece que, para a distinta imprensa, importante é que não haja solução, ou seja, que o Meneses, cheio de falta de jeito, volte o mais depressa possível. Até já andam a fabricar uma “vaga de fundo”.
Para os Crespos & Companhia, o mais importante é proteger o senhor Pinto de Sousa. Tudo o que possa perturbar a sua gloriosa caminhada para as eleições de 2009 é mal vindo. Se o PSD passar a ter um líder de jeito, é uma desgraça!
António Borges de Carvalho

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