IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A VERDADEIRA CRISE

 

Ontem, absorvido em actividades de zapping fui, infelizmente, ter ao canal Parlamento, mais precisamente à comissão de inquérito TVI/PT.

O inquirido era Carlos Barbosa, fundador e ex-proprietário do “Correio da Manhã” (o maior sucesso editorial de sempre), ex-administrador da PT e actual Presidente do ACP.

 

Encarregava-se do interrogatório, nesse momento, um tal Seabra, deputado do PS, assessorado por uma colega extremamente nervosa e de carão agressivo.

O homem parecia um daqueles advogados que se acham mil furos acima das testemunhas e que se permitem, quantas vezes com apoio do Tribunal, tratar as pessoas como se fossem trampa. O fulano, enquanto a companheira, de olhar furibundo, se retorcia na cadeira, dedicava-se a obrigar o depoente a dizer o que ele queria que dissesse, não o que estava ali para testemunhar.

Em disparatada e ordinária descompostura, o Seabra desvalorizou até abaixo de zero o que o declarante disse, chegando ao ponto de afirmar que não percebia o que lá estava ele a fazer, como se Carlos Barbosa ali estivesse de motu próprio.

Carlos Barbosa estava lá porque tinha sido convocado e, ao contrário do primeiro-ministro, também convocado, não se borrou de medo de lá ir.

 

A carroceirice do Seabra não valeria um chavo, não fora ser demonstrativa da indecente postura do seu partido a respeito do caso em investigação.

Desde a primeira hora deste caso, como desde a primeira hora de todos os demais rabos de palha que, de há cinco anos a esta parte, têm sido descobertos ao primeiro-ministro, o PS procura, sob a batuta e a caneta de Mário Soares, e, objectivamente, com a cooperação do PGR e do PSTJ, tratar o que é político como se de judicial se tratasse.

Ele é a presunção da inocência, ele é o esperar pelo(s) veredicto(s) final(ais) da Justiça, ele é as “culpas” dos que divulgam o segredo de justiça e a invalidade do que dizem, ele é a ilegalidade das escutas, ele é tudo o que for formal para safar o primeiro-ministro.

 

A política deixou de existir para esta gente. Agarrados como lapas ao poder, refugiam-se em delongas judiciais em vez de assumir e tratar do que está em causa: o merecimento pessoal do senhor Pinto de Sousa para ocupar o cargo.

 

A República, cuja dignidade esta gente diz proteger, perdeu toda a dignidade possível aceitando o sapateado do primeiro-ministro, quando, por exemplo, foi provada a forma “expedita” como tirou um curso pirata – não precisa de curso para ser primeiro-ministro, mas precisaria de não ser aldrabão – , coisa que, judicialmente, talvez não seja importante mas que, politicamente, não pode, ou não devia poder ser tolerada.

O senhor Pinto de Sousa, por exemplo (isto também está provado), autorizou um outlet numa zona natural de “protecção especial”. Independentemente de ter ou não cometido algum dos crimes do cardápio penal, o seu acto torna-o (devia torná-lo) indigno de ser primeiro-ministro.

E assim por diante, num nunca acabar de casos.

 

O PS, escondido no biombo judicial, continua a esgrimir com armas que não têm a ver com o caso.

Por exemplo, no caso PT/TVI, não há quem não pense que o primeiro-ministro mentiu ao Parlamento com quantos dentes tinha na boca. É evidente que isto é difícil de provar. Mas, politicamente, ou mentiu, e deve ir para a rua, ou não mentiu e deve ir para a rua na mesma pela simples razão que, neste hipótese, andava a dormir na forma enquanto empresas pelas quais, em nome do Estado, é responsável, andam a fazer negociatas malucas por conta própria, montando os mais rebuscados esquemas, hoje à vista de toda a gente.

 

O descrédito em que o país caiu é financeiro? Claro que é.

E político, não será?

Que crédito merece um país que todo o mundo sabe ser governado por um troca-tintas megalómano, inculto e palavroso?

Que crédito merece um país onde o governo está nas mãos de um partido cuja principal preocupação é tapar com uma peneira judicial as malfeitorias e as indignidades políticas do chefe?

Este é o fundo da questão. Não se pode confiar num país governado por gente desta.

 

Se se quiser resolver a crise financeira, é preciso, antes de mais, resolver a questão política. Com PS ou sem PS, mas sempre sem Pinto de Sousa. Era, aliás, a tese da Dona Manuela.

 

É uma pena ver Passos Coelho malbaratar o seu capital político, a sua margem de manobra, o seu período de graça, ao comprometer-se com o primeiro-ministro, implicitamente aceitando a responsabilidade das loucuras dele, em vez de o denunciar como incapaz, política e moralmente inadequado à posição a que o conduziu uma interpretação forçada do resultado das eleições, estranhamente aceite pelo PR.

Isto causaria instabilidade? Talvez. Mas será, com certeza uma instabilidade menos grave do que aquela, letal, a que o senhor Pinto de Sousa nos conduz.

 

Não parece que seja de contar com o Presidente da República para nos acudir. Ele nem sequer se importa que, com carradas de razão, se diga que o que o preocupa não é o país, mas as eleições presidenciais.

 

Parece que também vamos deixar de contar com o PSD. A partir de hoje ou ficará comprometido com as políticas malucas do senhor Pinto de Sousa ou será justamente acusado de ter faltado aos seus compromissos.

 

O futuro, talvez desde Alcácer-Quibir, nunca se nos apresentou tão negro.

Nem os desmandos da guerra civil, nem o ultimato britânico, nem as criminosas tonterias da primeira República, nem a bancarrota dos anos vinte, nos fizeram a mossa que esta gente nos está a fazer.

 

28.4.10

 

António Borges de Carvalho



20 respostas a “A VERDADEIRA CRISE”

  1. Notícias da Barbielândia Washington Postas Após terem conseguido a reforma compulsiva da bruxa que lhes derramava leite azedo sobre o há muito prometido leito conjugal Barbie e Ken , embalados por coros celestiais e música para fundos gostos, finalmente encontraram-se a sós. Antes, T. Solha, dedicado aio, entregou à nervosa mas esperançada donzela uma bandeja com o dote destinado ao noivo. Após três horas de íntimo tête-à-tête, Barbie e Ken abandonaram a alcova com um ar cansado mas feliz. Aos jornalistas, que ansiosamente aguardavam o final do encontro, por entre olhares lânguidos de cumplicidades adivinhadas, foram então transmitidas as importantes decisões que tinham tomado. Disseram então que com vista a exorcizar as nuvens negras que têm pairado sobre o seu tão prometido e desejado casamento, irão partir em romagem; assim, após uma meditação junto a um parque eólico e do respectivo registo nos seus Magalhães, viajarão de TGV até um qualquer novo aeroporto. Daí, num avião Embraer voarão até perto de um porto onde, por causa do furacão, embarcarão num submarino que os depositará num local livre de magos de Medina e onde o Sol já se pôs e a lua não tem face oculta. Lá chegados, proceder-se-á a esconjuração de todas as cabalas e campanhas negras que os têm apoquentado bem assim como aos seus amigos; os oficiantes serão os prestigiados feiticeiros Pinto M. e Candinha A. sob a supervisão do super-sacerdote Noronha M; se bem executado, o ritual remeterá para o olvido palavras e siglas como BPN, BPP, Cova da Beira, Casinhas, Registoss da AR, Licenciaturas, Freeport, Parque Escolas, etc., etc. e a boda terá lugar a curto prazo. E, assim dito, retiraram-se de mão dada. Angelito C., padrinho de Ken , como sempre incapaz de estar calado perante um jornalista, apressou-se a afirmar que, assim a mesa esteja posta, regressará dos desertos do norte de África onde tem estado a jejuar nos últimos anos. Cavaco S., presidente da Barbielândia , que se temia estar gravemente doente dado que nos últimos tempos as únicas palavras que conseguia pronunciar serem “não posso” ou “não devo” parece ter recuperado a razão; voltou a pedir bolo-rei e já se encontra de novo alcandorado na marquise de onde conta os navios que passam no Tejo.

  2. Avatar de manuel.pereira.rosa@gmail.com
    manuel.pereira.rosa@gmail.com

    «Não há democracias perfeitas». Diz o Sr. Barreto , sociólogo da treta, no jornal Público. Quanta sabedoria. A grande crise está em sermos um país de indigentes governado por delinquentes. Quadras maradas Que democracia tão néscia Que país tão original Portugal não é a Grécia A Grécia não é Portugal. Que povo igualitário Toda a gente é cidadão O súbdito virou otário E o soberano ladrão. Há muito vilão mamando Na teta magra da Nação Resta saber até quando Se procura um aldeão. Com toda a cidadania De Alegre Nobre Cavaco Continua a tirania A caminho do buraco. Sem receio de plágio Do Presidente actual Não há perigo de contágio Em doente terminal.

  3. Peço que o Irritado me perdoe que também recorra a uma transcrição que não se refere propriamente àquilo que este post trata, mas como só podemos entender bem um facto se olharmos holisticamente todos os outros, este testemunho, que recebi hoje mesmo por mail, é eloquente de como nos degradamos por se haver entregue o Estado nas mãos de um infame. Quando o Tecelão e outros crentes nas petas do socialista garoto-de-lata um dia despertarem deste pesadelo que eles teimosamente tomam por sonho – ao menos não poderão dizer que não sabiam de nada.Um povo que não aprende com os seus erros está condenado a repeti-los.MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADOCorria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: “Pague já e exija recibo”. Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: – não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado – ao tempo Dean Rusk – teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. “Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall”; “Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam” e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por “Ordenações Felismínicas” as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: – “Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja”.(continua)

  4. (continuação)Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.Estoril, 18 de Abril de 2010Luís Soares de Oliveira….E depois vemos e ouvimos esta gentinha de hoje sorrir desdenhosamente das “contas do merceeiro beirão”.Andar de mão estendida já é triste, mas vangloriar-se disso é simplesmente vil.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Tudo se resume a um saudosismo militante!!!

      1. O Tecelão desatina agora através de oráculos sem sentido. Confunde respeito pela honestidade com saudosismo. No Oriente diz-se que os aturdidos se zangam sem causa, falam sem proveito, olham sem ver, discorrem sem raciocinar, mudam sem avançar e não distinguem os amigos dos inimigos.Já na Antiguidade Clássica se acreditava que cada um de nós nascia com direito a pronunciar um dado número de palavras e quando o atingia, as Parcas se encarregavam de cortar o fio que nos prende à vida.Parece-me que o Tecelão não tem grande amor à vida – como de resto não tem à verdade.

        1. Eu não confundo honestidade com saudosismo,mas o seu texto narra uma história que me remete para uma época de má memória.Não que eu não admire as boas contas,mas um regime que se quedou por questões destas,e não desenvolveu o país,estupidificou o povo,queimou uma geração numa guerra injusta e estupida,prendi e matava quem dele discordasse,protegeu uma oligarquia que espezinhou e explorou o povo,quando me lembro fico desatinado.Esta é a verdade dos factos,que holisticamente ficará na história do país.Quanto aos infames que tiveram o estado nas mãos,muito haveria a dizer,mas fico-me por aqui,não lhe quero estragar o fim de semana!!!

          1. Costuma dizer-se que o futuro é um lugar cómodo onde arrumamos os nossos sonhos, para significar que essas promessas que fazemos a nós mesmos não são para cumprir, que muitas vezes nos limitamos afinal a atirá-las para lá, como malas num sótão.O Tecelão encara o passado quase no mesmo sentido, é aí que ele atulha as suas revoltas pelo que a vida lhe não concedeu e a que se julgava com direito. Não digo isto com ironia, senão lamentando que se amargure por imaginárias falácias do passado, projectando por isso mesmo no futuro quimeras igualmente se não irão realizar, passem os pleonasmos.As tais “questões destas” (económicas) a que alude nesse hodierno modo ligeiro, têm sido entendidas com o mesmo leviano desprezo pelos nossos desprezíveis governantes, hipotecando as futuras gerações, a que estes socialistas, muito amigos das classes desprotegidas – por isso que, como filhos do povo, se atribuem ordenados que seriam impensáveis no Estado Novo, o tal que espezinhava e explorava os pais deles – logo distribuem, mal uma criança nasce, um simpático número de contribuinte, uma conta de 200 euros… e uma dívida de 15.000 euros, para ficarem a saber que a “liberdade” não é de graça, nem uma oferta dos capitães de Abril, como ele diziam nos comícios. Isto foi verdade para as criancinhas que nasceram no ano passado, porque as que nascem agora “recebem” os mesmos 200 euros (é tão bom ganhar eleições com ridículos engodos destes, não é?) mas já devem para cima de 18.000 euros, soma e segue. Como produzimos menos do que consumimos (foi tão bonito nacionalizar e destruir as empresas no PREC, não foi? Agradeça a Cunhal) as que nascerem para o ano que vem, já deverão qualquer coisa como vinte e tal mil euros e assim por diante até à vitória final, como proclamavam esses libertadores, todos alegres – mais o próprio optimista poeta tão da sua mal empregue estima.E como estas políticas de abortagem, homossexualidade e outras conquistas que enchem o Tecelão de orgulho, em contrapartida nos esvaziam de contribuintes fiscais, cada um dos infelizes que tiveram o azar de vir ao mundo no mesmo torrão que o refulgente bebé cor da rosa e do ouro com nome de filósofo mas entendimento de imbecil – cada um deles, ao chegar à idade de trabalhar, estará mesmo a tempo de se atrelar à carroça e puxar para o resto da vida, a pagar os desmandos que não merecem a menor preocupação ao Tecelão, todo entregue à função de dizer mal do que não sabe.Só para dar uma ideia de que assim é, respondo agora a um reparo de há tempos, sobre Salazar ser um fascista “amigo” de Hitler. Se tiver a paciência de consultar um mapa da Europa no Verão de 1941, constatará que para toda – toda! – ela estava ocupada pelo Eixo e Rússia com excepção dos neutros Suíça, Suécia, Irlanda, Espanha e Portugal.Salazar agiu perante a situação com inteligente coragem, cartilha desconhecida nestes homúnculos que nos regem. Claro que a Churchill convinha que entrássemos na guerra ao seu lado e obviamente na propaganda que teve tão fundos efeitos no Tecelão, os comunistas se “esquecem” sempre de referir que o conflito mundial começou porque alemães e russos decidiram dividir a Polónia entre si e estes só foram atacados por Hitler porque aproveitaram o esforço nazi da guerra contra a Inglaterra para avançarem perigosamente perto dos campos de Ploesti (a única fonte de petróleo dos alemães) e Finlândia, onde os nazis se abasteciam dos minérios vitais para a sua indústria de guerra, obrigando-o a Alemanha a abrir uma segunda frente, que ditou a sua derrota. Stalin teve este movimento de mestre, na sua tentativa de se assenhorear de toda a Europa? Pois teve, mas Salazar soube desenvolver uma hábil estratégia patriótica (que enfurece ainda os estalinistas portugueses) que nos eximiu a uma brutal carnificina, em nada comparada à guerra – de defesa – de baixa intensidade como a que nos foi movida sobretudo pelos USA no Ultramar, e que estava ganha não fora os oficiais subalternos traidores revoltarem-se por razões salariais.(cont.)

          2. (cont.)Salazar era detestado por americanos, alemães de leste, etc. porque é isso que normalmente sucede a quem não se pauta pelos interesses deles. Já Soares émuito popular por lhes ter feito o frete à custa das populações de África, pretos e brancos – ou julga que os povos de lá vivem melhor hoje? Não tente por isso endireitar a sombra da vara torta: a propaganda serve para inculcar noções, normalmente erradas, nos espíritos simples. O que as pessoas dizem, o que elas fazem e o que dizem que fazem são coisas completamente diferentes, por isso me admiro que o Tecelão ainda caia em tão tosco dolo.Sobre a História, não se preocupe muito com isso, que já Afonso Costa prometia acabar com a Igreja em duas gerações e afinal não se cumpriu a jura. Já reparou como os 100 anos da República têm decorrido discretamente? Pois é, a História aí está para fazer justiça ao Rei D. Carlos – e aos seus inimigos, calados como ratos.A mentira tem sempre pressa, mas a História é feita com tempo. Aproveite o seu neste fim-de-semana, lendo a nossa, desde que não escrita pelo Rosas.

          3. Avatar de daniel tecelao
            daniel tecelao

            E contive-me eu em não lhe falar dos infames que detiveram o poder,para não lhe desatar a retórica.Não desmentiu uma migalha das minhas afirmações.Como é seu timbre,”chuta para canto” e parte para novas arremetidas.Tentar desvalorizar os pecados do regime maurrasiano com os desmandos deste,não colhe.Apesar de tudo há um fio condutor que atravessa os “pontificados” de vários infames;fizeram aos milhões que vieram da UE o mesmo que se fez ao ouro do Brasil,ás especiarias das Indias e outros valores das ex colónias,serviram para amanhar umas quantas fortunas em vez de desenvolver o país. Acho que já o informei numa outra oportunidade que desprezo de igual forma todos os tipos de ditaduras e ditadores.Não utilize a técnica salazarenta,quem não é por mim,é comunista.Portanto, poupe nas armas de arremesso que não me beliscam.Não sei onde foi desenterrar a ideia de que tenho problemas mal resolvidos com a vida,não passa de mais um processo mal conseguido no exercicio da sua retórica. Assim como, já não me perturba a sua sobranceria maligna,está-lhe na massa do sangue,não perde oportunidade para fazer notar a sua pretensa superioridade intelectual.Apesar de tudo gosto de o ler,fica é por provar,quem é que afinal pretende endireitar a sombra da vara torta!!!

          4. E fez bem em conter-se. Better be kind than to be right. Pior ainda quando está fora da razão.Infelizmente vejo-me forçado à ilógica posição de estar sempre a falar no passado, quando afinal ele interessa pouco, porque já foi. O problema é que estes socialistas – e o Tecelão – o deturpam, exactamente para desvalorizar os pecados do presente (é assim e não ao contrário, como o Tecelão diz, aliás de permeio a muitas outras coisas ao contrário). Por isso obrigam a que constantemente se tenha que repor a verdade dos factos.Sobre o ouro do Brasil, lamento que afinal lesse a história do Rosas, um parlapatão que porventura será muito boa pessoa mas é péssimo historiador, de tal forma é parcial. O homem ainda não percebeu mas anda a escrever para o caixote do lixo. Aquilo poderá servir para comícios e eleições, mas é zero como trabalho histórico.Sobre eu ser sobranceiro, tenho apenas que me penitenciar por escrever mal e veicular essa errada ideia. Mas olhe que grande parte do que o Tecelão diz também não faz muita justiça à sua inteligência. Pois é, e já me repito, as palavras não passam de escravos manhosos que nos servem o pior que lhes é possível, porque o Tecelão até é inteligente.E como também suspeito em si, apesar daquilo que escreve, uma certa raça, permito-me transcrever uns parágrafos do livro do Jorge de Mello, para que possa tentar descortinar os pontos de vista que erradamente combate.Sobre a injusta prisão dele (em última análise, porque o Otelo e Vasco Lourenço não concordavam com a incorporação dos milicianos na sua escala de antiguidade):“Quando o primeiro-tenente Rosário Dias entrou pelo meu gabinete sem ter pedido autorização e de metralhadora em punho, o ridículo sobrepôs-se ao trágico.Por vezes interrogo-me sobre o que ele pensaria quando forçou a porta do meu gabinete, de arma em punho, interrogo-me sobre o que teria alimentado esse seu desejo de vingança, o que teria criado um ressentimento tão forte, que o levasse a querer ser protagonista desse episódio. É que a arma em punho é um adereço de opereta, nada tem de heróico, não se organizam emboscadas no gabinete de um presidente do conselho de administração. Esta necessidade de encenação com instrumentos de guerra era, afinal, a melhor prova da ingenuidade destes protagonistas, que destruíam o que não conheciam nem compreendiam.Eu era acusado e preso por ter feito o que devia ter feito, o que era minha obrigação e responsabilidade fazer. Esta é a mais estranha das sensações, porque estava a ser punido por aquilo que, em minha consciência e dentro dos meus padrões morais, era minha responsabilidade fazer. Era preso por ser eu e só por isso.(…) e a CUF nunca mais seria o que tinha sido, como não chegaria a ser o que podia ter sido.”Já sobre a honestidade do Estado Português, ao proceder à indemnização das “nacionalizações”, neste caso pela mão de Cavaco Silva:“Comparem-se os valores da reprivatização da Tabaqueira – cerca de 63 milhões de contos, e o valor das indemnizações pagas aos antigos accionistas – cerca de um milhão de contos!”Se aquele acto não é uma cobardia e este um roubo, a coberto da tal legalidade revolucionária, o Tecelão há-de dizer o que seja. Peço-lhe contudo que me poupe aos costumados “clichés” dos comunistas, porque me diz que não é um deles – e ainda bem. Por si.

  5. Dá vontade de “matar”, não dá?

  6. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Só vemos o cisco no olho dos outros.

    1. Ó tecelão, enganou-se no” post” a comentar! Certamente referia-se ao “post” “A FUFO-PEDERASTIA EM ACÇÃO”. Na verdade aí é que costuma ver o “cisco…”!Um abraço… “mortal” (com muita vontade).

  7. Os meus parabéns renovados pela sua escrita!

  8. Avatar de Gislainy Regina Violin
    Gislainy Regina Violin

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  9. Avatar de Lúcia Sperandio
    Lúcia Sperandio

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