IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A MULHER QUER PALCO!

 

A inacreditável cidadã que os advogados elegeram para bastonário(a!) não cessa de nos causar arrepios. É sabido que foi “fabricada” pelo Màrinho, o que não augurava nada de bom. Mas, na ânsia de dar largas à sua pretendida notoriedade, bem como ao primitivismo, ao provincianismo e ao pirismo que a caracterizam, passa todas as fronteiras.

Desta vez, resolveu proibir os estagiários de receber do Estado uma subvenção. Porquê? Porque parece ter encontrado, nas caves dos estatutos, uma norma qualquer que justifica a atitude, norma que, nem de longe nem de perto, a maioria dos advogados interpreta da mesma maneira. Mas ela quer mostrar poder! Isso é que é importante, mesmo que venha em injustificável prejuízo de umas centenas de jovens que dão “o litro” para entrar na profissão.

 

Ponhamos as coisas como elas são. Desde sempre houve estágios de advocacia. Desde sempre, os pobres estagiários andaram meses a calcorrear repartições com questões de chacha, como se de contínuos se tratasse. Desde sempre trabalharam de borla, salvo raríssimas excepções. É também verdade que, nos dias de hoje, em virtude de várias e inteligentes disposições europeias (“Bolonha” et alia) os cursos passaram de 5 para 4 anos, o que poderia justificar que o estágio, pelo menos no primeiro ano, não fosse remunerado.

Mas se alguém, no caso o Estado, sequioso de ver menos jovens a tinir, os quiser remunerar, o que tem a respectiva Ordem com isso?

Com que “moral” (se calhar é a moral republicana…) são impedidos de ganhar pelo trabalho prestado?

Que regra deontológica pode obrigar a Ordem a privar os futuros colegas de rendimento?

Que crueldade mental está instalada na cachola da mulher?

Que gozo lhe dá prejudicar os demais?

Que lucra com isso, ela ou a profissão?

 

A profissão nada lucra. A Ordem também não. Os estagiários nem se fala.

 

A mulher está extasiada com o poder, coisa típica de tantos dos que descem à cidade sem nada que se aproveite dentro da cabeça. Quer ser vista, falada, invejada, incensada. E se for, literalmente, à custa de terceiros, que se lixe.

 

28.7.14

 

António Borges de Carvalho           



6 respostas a “A MULHER QUER PALCO!”

  1. Com a licença do Irritado, assinalo uma efeméride que passará despercebida a muitos: passaram hoje cem anos do início da Grande Guerra. Já não resta ninguém que a tenha combatido. Só há documentários, testemunhos em filme, fotos descoloridas – uma ínfima parte do que vemos e ouvimos sobre a II Guerra, quase todos os dias. A I Guerra, por comparação, é como se tivesse sido noutra era. Nem parece que foi apenas 20 anos antes. Creio que é por ter sido a partir dela que o tempo começou a acelerar, e a memória a perder-se. Nenhuma guerra é boa, mas esta foi um massacre nunca antes visto. Além das trincheiras, dos primeiros ataques químicos, dos primeiros aviões e tanques, ficou a imagem de milhões de homens – sob as ordens de generais e aristocratas – a avançar contra morteiros e metralhadoras, vaga após vaga, numa terra de ninguém coberta de crateras e corpos putrefactos. Uma geração inteira de valor, de tremenda coragem, que já não existe. Pode-se dizer que toda uma era morreu com eles. Fez hoje cem anos.

    1. Não vem propriamente a propósito da advogada chefe, mas é bem vindo.nos anos 50, lembro-me que havia ainda grande comoção nacional por causa desse guerra, apesar de já lá irem muitos anos e até já ter havido outra guerra mundial, esta com muito mais lógica do que aquela, mas sem que tivéssemos nela participado.Todos os anos havia um peditório nacional a favor dos combatentes. Dava-se qualquer coisa e punham-nos ao peito um capacetezinho pendurado num alfinete. Os miúdos punham-no na cabeça do polegar e pintavam uma cara de soldado por baixo. Era muito giro. Construiu-se um magnífico monumento na Av. da Liberdade, todos os anos cheio de flores, coisa que ainda vai sucedendo, mas sem qualquer adesão popular. Todas as terrinhas tinham os seus mortos e o seu gazeado de estimação. Por essa Europa fora, maxime no Reino Unido, todos os 11 de Novembro são comemorados, ainda que já não haja sobreviventes a homenagear. Os combatentes, como os da II Guerra, foram objecto de inúmeros “privilégios”, coisa por cá quase desconhecida. Tudo esquecemos, nós e o Estado, como esquecemos os combatentes do ultramar, que sofrem o anátema do jacobinismo reciclado em anti colonialismo. Minto. o IRRITADO tem uma “pensão” de 150 euros por ano (valor máximo atribuído!), fortuna que ficou a dever ao Portas. O BE ainda não descobriu esta mordomia! Os desertores profissionais foram reintegrados nas FA, promovidos, pagos, e convertidos em democratas de primeira água. Depois de 45, muito se avançou na teoria geral da guerra, com as limitações ao que é “lícito” e “ilícito”. Mas não faltam por aí sinais de ilicitudes que podem alastrar num segundo. É o mais certo, infelizmente.Isto não é, nem resposta o seu comentário, nem nenhuma elaboração teórica. Estou só a pensar alto, sem critério os “tese”.

      1. Não sabia como era nos anos 50, mas faz sentido, pois haviam decorrido “apenas” 30-40 anos, e Portugal não entrou na II Guerra. Essa do «gaseado de estimação» tem piada, mas é cruel. Dá que pensar: tantos combateram nas condições mais abjectas, alguns deles portugueses, e cem anos depois são lápides, monumentos esquecidos, breves homenagens oficiais. Já mal recordamos a guerra, quanto mais quem lá morreu. No Ultramar, quanta morte e sofrimento para perder as colónias na mesma, e ainda ficar como mau da fita. Se hoje já se esquece o tema, quanto mais daqui a 50 anos. Na guerra continua a valer tudo, basta recordar a Bósnia, ou agora a faixa de Gaza. A vida é tramada, não é? Basta viver no sítio ou no tempo errado.

        1. »A vida é tramada….viver no sítio ou no tempo errado…«, afirma o Filipe! Toda a razão tem Na verdade, eu adoro que me chupem no sitio certo.Acontece que o meu “sítio” tem mais de “anos 50”! Assim sendo, só pagando o preço alto da família e.s.!!!PPS. é o “preço” que do … A. Borgas “!

  2. Qual o motivo de ter tanto “medo” do Marinho?

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