A última entrevista do chamado primeiro-ministro foi uma jornada notável. O homem não respondeu a uma única das questões que o jornalista de serviço lhe pôs, a uma única das perguntas que as pessoas gostariam de ver respondidas. Aquilo foi um diálogo de surdos, foram alhos em vez de bogalhos e bogalhos em vez de alhos. Bla bla bla, está tudo nos carris, vamos “agir”, somos os maiores. E pronto. Ficou tudo na mesma, ou confirmado o que de pior se esperaria.
O homem usou aquilo a que chamarei a “estratégia da lagartixa”. Quando perseguimos uma lagartixa, a dita foge a sete pés, esgueira-se, serpenteia e, as mais das vezes, acaba por fugir. Acontece que, se a perseguição for dura, a lagartixa fica sem rabo. Assim aconteceu com o Costa. Andou a lagartixar e saiu de lá satisfeito, safo, mas sem rabo.
O pior, meus amigos, é que as lagartixas têm artes de auto-regeneração do apêndice caudal. Nada nos diz que ao fulano não vai acontecer o mesmo. Preocupem-se.
1.11.17

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