IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A INVASÃO

 

Havia um ilha, ali para os lados do Pinhal Novo, antiga floresta de pinheiros e hoje lugar da maior exportadora do país. Uma ilha de trabalho, dignidade, bem estar e paz social, num arquipélago que estiola sob o domínio dos nossos maduros, servos da Intersindical, soldados da guerra contra a democracia, a economia e a paz, dirigidos por um vanguardista, arauto do comunismo nacionalista, apropriadamente aparentado com o fascismo radical.

Os tipos das outras ilhas, sob  chefia do nacional Lenine, Arménio de seu nome, foram, aos poucos, abordando  esta, até que deram a volta aos ilhéus. Fartos de um sistema privilegiado em relação ao arquipélago, ao ser-lhes propostos novos privilégios a troco de umas horitas de trabalho, resolveram dizer que não, não precisavam de mais uns euros por mês, nem de mais um dia de férias, nem de nada que se parecesse. Trabalhar mais umas horas, não! Que diabo, somos trabalhadores, não cidadãos conscientes – era o que faltava, não contem connosco para brincadeiras.

O carrito vai atrasar-se em relação aos compromissos da firma? Que temos nós com isso? Nada. O problema é deles, dos patrões, das multinacionais, do capitalismo, do neoliberalismo, do Passos Coelho. Não é nosso. Para prová-lo, vamos mas é fazer umas greves, que  é o que recomenda o camarada Arménio com o apoio do comité central.

Uma alegria, rapazes, uma alegria. Se demos, com tanto sucesso, cabo da CUF e de outras organizações esclavagistas, por que carga de água não havemos de dar cabo da Auto Europa? O camarada Pedro Nuno Santos não dizia que havíamos de pôr os alemães de joelhos?

Resta saber o que farão os tais patrões. Se a mostarda lhes chegar ao nariz, são capazes de ir estabelecer-se, total ou parcialmente, noutras ilhas, que as há para aí com fartura, sem Arménios nem comités.

 

8.8.17



4 respostas a “A INVASÃO”

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  2. Avatar de Duque de Loulé
    Duque de Loulé

    Recordo quando o Almirante Pinheiro de Azevedo , em apoio aos que escorraçaram os comunistas ocupantes do Governo Civil de Faro, e ouvindo a turba dos suves unidos, malteses e maltrapilhos, vindos do quartel de São Francisco gritou para as suas hostes:– Aí vêm os filhos da puta!!!! outra vez.– A eles ! A eles” E os patriotas, como uma mola, saltaram a acaminho dessa tropa fandanga, escorraçando-os… que de imediato deram às de Vila Diogo… muitos deles nem no quartel de São Francisco conseguiram entrar.Parece que aqueles tempo se querem repetir agora debaixo da batuta dos arménios

  3. O sucesso da Autoeuropa, enquanto modelo das relações laborais, assenta tanto na razoabilidade dos trabalhadores, até agora livres de radicalismos comuno-sindicais, como na razoabilidade dos patrões. Porque é que todas as empresas, ou a maioria das empresas, não são assim? Como a típica fábrica tuga, por ex. de calçado, essa indústria de sucesso em Portugal: ordenados? Mínimos. Direitos? Zero. Não gosta? Porta da rua. Os donos? Coleccionam Ferraris. A coisa dá para o torto? Ordenados em atraso, falência, rua. Mas mantêm os Ferraris. E depois abrem nova fábrica ao lado, provavelmente com mais umas esmolas europeias. É por isso que os patrões têm tão mau nome. A maioria das empresas não é como a Autoeuropa. Se são os comunas e as suas excrescências sindicais que estão agora a dar cabo da Autoeuropa, então o Irritado tem razão. Menos numa coisa: o velho susto, tão direitalha, do “ai se o capital se zanga, vai-se embora!”. A ser assim, à chantagem, já se devia ter ido embora; não faz cá falta. Sobretudo após mamar tanta borla fiscal.

    1. Caro Filipe,Sem servir de desculpa por o apelidar de “flipado” (mereceu), TIRO-LHE O CHAPÉU!!! Brilhante intervenção.

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