IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A GRANDE MACACADA

 

Passada a espuma do “primeiro dia” da “grande vitória do PS” no seu glorioso caminho para o poder, eleito que está o “primeiro-ministro” do futuro, consagrado que se considera o “princípio” da eleição directa por eleitorados ad hoc, triunfante a ideia de que o cargo em causa é electivo – e é propriedade do PS -, aceite que foi como positivo um primeiro caso de participação política de cidadãos voluntários, haverá que pôr os pezinhos no chão e tentar ver o que se passou de importante.

 

Quando se viu o Oco II atirar um cravo ao povo, a propaganda imediata disse tratar-se de uma resposta a um sketch qualquer da campanha do Oco I. Espíritos mais sagazes, ou mais mal intencionados, como o do IRRITADO, ao ver a cena, lembraram-se do ataque paranoico do tarado Vasco Gonçalves, em Almada, a atirar cravos à matilha. Ou seja, o cravo do Oco II foi o primeiro sinal de “mudança”, com um sentido preciso e inequívoco, logo sublinhado pela profusão de murros no ar por parte da tralha ululante.  No palco, e nas primeiras filas, uma profusão de gente que se julgaria condenada pelo povo ao caixote dos dejetos da política mas que, afinal, vê no Oco II a hipótese de voltar a ter poder para – é mais que certo – nos levar a uma nova bancarrota.

 

Já que ninguém duvida que houve uma escolha de pessoas, não de ideias – coisa que, está provado à saciedade, não existe, nem na cabeça de um nem na do outro -, é de olhar para tais pessoas. O Oco I foi levado por duas vezes ao topo da agremiação por decisões legítimas, legais e estatutárias. Enfrentou os adversários de forma decente e limpa. O outro fugiu cobardemente, duas vezes, quando teve oportunidade de avançar. Deixou passar a água por baixo das pontes, auscultou “as massas” e, de forma pelo menos sacana, avançou. Ao que Oco I respondeu com a coragem que o desafio não merecia. Talvez sem saber que estava a cavar a sua pópria sepultura, deu o peito às balas: criou um sistema, certamente inconstitucional, ilegal e extra estatutário – quem de direito fechou os olhos à coisa -, mas frontal. Não fugiu, como era hábito do inimigo. Se alguma coisa se deve ao Oco I, é esse exemplo.

 

Tudo começou com uma carroceirada do Oco II. Se acharem “carroceirada” muito forte, atentem no discurso de “posse”: que outra classificação é possível?

 

Apesar da vacuidade das “propostas” políticas de um e de outro, estamos perante gente de carácter oposto: um é decente, o outro não. Mas parece que o “eleitorado” estava mais interessado no paleio de um que na decência do outro.

 

O Oco II entra, assim, pela porta do lixo. A corroborar esta opinião está o abandono da CML, que prometeu “servir” até ao fim. Paradoxalmente, haverá quem pense que talvez saia daí alguma coisa de positivo, sendo a coisa um tal Medina (áulico do Pinto de Sousa, como não podia deixar de ser) que, vindo do Porto, desceu à cidade pela mão do chefe. O IRRITADO não sabe se o Medina presta para alguma coisa. Sair o Oco II, seja de onde for, é sempre bom. A sua obra em Lisboa está à vista, só que, em termos de vida dos lisboetas, é difícil de ver qual seja: os grandes problemas continuam por resolver, a CML continua pasto da hedionda burocracia que a pulula, nada de substancial mudou, mesmo que a propaganda diga o contrário. As obras prometidas estão por fazer, a feira Popular e o Parque Mayer continuam a ser palco para as aventuras jurídicas desse flagelo que se abateu sobre a cidade chamado Fernandes. Os passeios continuam a partir tornozelos, as ruas a rebentar pneus, as piscinas são letra morta e, se tirarmos a Ribeira das Naus, que resta? De positivo, haverá o que vinha de trás. Mas o currículo do edil do Intendente é brilhante, diz a recorrente propaganda, e não há nada a fazer.

 

Tem o mundo da “informação” aos pés: veja-se a cobertura que teve, antes, durante e depois do acontecimento. Botas bem lambidas, como o “futuro” impõe.

 

Last but not least, assitimos ao glorioso regresso dos filhos da viúva, ditos maçons. É ver o apoio macisso da brigada do reumático e da do Pinto de Sousa.

 

Enfim, até daqui a um ano muita coisa acontecerá. Pode ser que haja quem entenda.

 

30.9.14

 

António Borges de Carvalho   



11 respostas a “A GRANDE MACACADA”

  1. Avatar de Advogado Estagiário
    Advogado Estagiário

    O sr. Irritado é, para além de exímio demagogo, um cota untuoso e escorregadio.Na verdade, quando os seus “poemas” são sindicados da forma que lhe desagrada, “foge” através da construção de outro tema “poético” (sempre no “vazio” – daí ser “oco”).Tudo isto para lhe dizer (obviamente acerca da “reforma” da Justiça): “Se alguém me disser que se me atirar do cimo de um prédio de vinte andares, eu tenho o direito de não acreditar”. E o Irritado?

    1. Avatar de Advogado Estagiário
      Advogado Estagiário

      adenda: “Se alguém me disser que se me atirar do cimo de um prédio de vinte andares continuarei vivo, eu tenho o direito de não acreditar”. E o Irritado?

      1. Avatar de XXI (militante PSD)
        XXI (militante PSD)

        Se for o PPC a dizer, o Irritado acredita.

    2. Você não faz ideia do que seja um demagogo. O seu patrono não tem um dicionário lá no escritório?

  2. Afinal quem comeu a cadela da vizinha no escondidinho?

  3. Filme de terror.O fóssil Soares já se pendurou.O gang das bancarrotas está de volta.Que saudades dos sacos de dinheiro sujo de Macau.

    1. Avatar de XXI (militante PSD)
      XXI (militante PSD)

      File de terror é o que eu estou a viver desde que um grupo de malfeitores e mentirosos tomaram o poder, através de tretas como as suas.A titulo de exemplo: a receita de IRS deste ano será cerca de o dobro da receita de 2006 (quando o desemprego é muito superior). Sabe quem contribuirá com cerca de metade desta receita? um milhão e quatrocentos contribuintes, como eu, que ganham brutos entre 10.000 e 50.000 Euros). Como diria Churchill: nunca tão poucos pagaram tanto!Quero sair deste terror.

      1. Se o país aumentou a dívida pública em 90.000 milhões de euros, cerca de metade do PIB, em apenas 6 ANOS, quem achava que pagaria essa “festa”? E os 78.000 milhões pedinchados à Troika de agiotas, mais 34.000 milhões em juros? Mas há quem não pague um cêntimo destes calotes: o pulha que os contraiu em nosso nome! Esse vive à grande em Paris, vem cá contar larachas na TV, e tem os milhões seguros em offshores. No entanto – note bem – a máfia dele quer outra vez poleiro, após meros 4 anos! Não está a sugerir voltar a esse filme, pois não?

        1. Avatar de XXI (militante PSD)
          XXI (militante PSD)

          Entende que excluí qualquer “pulha” do «grupo de malfeitores e mentirosos tomaram o poder»?Acredita que o “pulha” que identifica foi, e é, o único pulha que “os contraiu em nosso nome!”?

          1. Quando diz «desde que um grupo de mentirosos tomou o poder», parece que fala (apenas) do governo actual. Ora, este governo é de facto mentiroso, mas todos endividaram o país – sobretudo o anterior, do pulha parisiense. O actual apenas nos saqueia para pagar os calotes, e encher mamões. Claro que o pulha não agiu sozinho. Mas era o cabecilha do gangue.

          2. Avatar de XXI (militante PSD)
            XXI (militante PSD)

            Diz o Filipe, «…parece que fala (apenas) do governo actual…». Ó Filipe, deixe-se de tretas. Bem sabe que, para além de o não ser, nem sequer parece.Eu poderia afirmar (acintosamente): das duas uma; ou o Filipes é burro, ou está de má-fé. No entanto creio existir uma terceira via

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