A obra do Partido Comunista prossegue a senda da ruína nacional gloriosamente começada no 11 de Março, a fim de, sobre as cinzas do que poderíamos ter sido, se vir a construir a cruenta ditadura que o camarada Jerónimo e seus sequazes acham salvífica e paradisíaca.
Desta vez foram os camaradas da CGTP quem alcançou uma estrondosa vitória, criando as condições ideais para que a VW dê à sola, farta de aturar este país de tarados e invejosos. A culpa, no linguarejar dos partidos comunistas, dos manuéis alegres e dos ruis tavares da nossa praça, será do imperialismo e do capitalismo financeiro internacional, apostados em sugar o sangue dos trabalhadores portugueses que, coitados, tendo um bom emprego e notáveis regalias, não se querem ver privados, em meia dúzia de sábados por ano, do salário a dobrar .
A esta tristíssima circunstância outra se junta, talvez ainda mais miserável. É que, dizem, não foram só os lacaios do Jerónimo e do Silva quem fez as letais exigências. Foram também aqueles que, não correndo o risco de ser despedidos, pelo menos a curto prazo, borrifaram nos interesses dos que, mais que certo, vão parar à rua sem apelo nem agravo, e já.
É desta massa, deste tipo de nobres sentimentos, que se fazem as massas que os jerónimos, os louças e os silvas tanto gostam.
25.6.09
António Borges de Carvalho

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