IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A CÁFILA

 

Diz-se, com foros de verdade, que ao capitão Salgueiro Maia se ficou a dever a ausência de mortos e feridos durante o golpe militar do 25 de Abril, sem prejuízo do seu empenhamento na liça.

Talvez não tenha, afinal, sido esse o seu maior feito. O militar em causa, caída a ditadura, recolheu a quartéis. Nunca foi general de aviário, nem passou à peluda continuando a receber o ordenado e a ser promovido.

Muitos dos que hoje o elogiam fizeram o contrário. Agarraram-se ao poder, tutelaram-no, viveram à custa dele sem fazer a ponta de um chanfalho e ainda hoje se acham no direito de obrigar a que os ouçam em tribunas que lhes não pertencem.

A boçalidade de um Vasco Lourenço, bem como o facto de ser escolhido pelos seus pares para a guerra política, mostram bem os sentimentos “democráticos” que os animam. A si próprios continuam a atribuir direitos que se julgaria terem querido dar aos outros.

Parece que esse bimbo idiota e convencido, o tal Lourenço, sonha candidatar-se à presidência da República. Dir-se-ia que ainda bem: levaria uma tunda de tal ordem que seria, de uma vez por todas, posto a propagandear a sua importância e as suas ideias lá em casa. Pura ilusão. A importância que a si próprio atribui continuaria, bem como imprensa a servir-lhe de trombone.

Se queremos respeitar e homenagear Salgueiro Maia e a sua memória, façamo-lo lembrando a todos que entre ele e os lourenços, os correias, os santos, os otelos e outros que tais, há uma colossal diferença: a que separa um homem honrado que arriscou sem ambições pessoais e os que por lá andaram à procura de galarim, de palco e de honrarias.

       

Houve outro “capitão da Abril” que não quis deixar de defender as suas ideias políticas. Usou a liberdade cívica que tinha ajudado a recuperar: Marques Júnior. Mas fê-lo como cidadão: candidatou-se e foi eleito. Também ele fez a diferença em relação ao Lourenço e aos seus sequazes. Tire-se-lhe o chapéu.

 

O 25/40 virá.

A cáfila discursará à mesma hora que os eleitos.

Como é evidente, a “informação” vai dar-lhe a atenção que não merece.

Continuamos na mesma.

 

20.4.14

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “A CÁFILA”

  1. Avatar de XXI (militante PSD)
    XXI (militante PSD)

    “A CÁ FILA”? Certamente se refere ao Governo!

    1. É o que dá acreditar na “CÁFILA” dos “retornados”. Na verdade só nos sabem, literalmente, “foder”!

  2. Tudo muito interessante, suponho, mas para quem? Enquanto “filho de Abril”, nascido em plena bandalheira comuno-abrileira, o meu interesse é zero. Presumo que o interesse da geração seguinte, nascida nos 1990s e hoje jovens adultos, esteja abaixo de zero. Os meus pais, que viveram a gloriosa data, também se borrifam para ela. Nem os meus avós, que viveram toda a “longa noite fascista”, pareciam rejubilar com a celebrada obra dos capitães. Logo, tirando a canalha política que chegou ao pote com o 25/4, afinal quem tem assim tanto a celebrar com o 25/4? Porquê esta festarola ano após ano, este êxtase parolo que não é e nunca foi universal? É certo que se trata de um ritual de autolegitimação deste regime podre, mas este não terá qualquer noção do ridículo? Além de ter sido uma mera golpada corporativa, romantizada por líricos e idiotas úteis, e de ter aberto as portas do esgoto partidário, com os resultados hoje à vista, já lá vão 40 ANOS. Ora 40 anos já anda perto do tempo que durou o detestado regime anterior! E após quase igual tempo de gloriosa “democracia”, com tanta esmola europeia pelo meio, hoje celebramos exactamente o quê? A indigência do regime e do país? A terceira bancarrota em 30 anos? A “descolonização exemplar” que nos reduziu a pedintes das ex-colónias? Ou uma liberdade que é standard em qualquer país ocidental há largas décadas, como se fosse uma grande “conquista” em vez de uma realização banal? Continuamos na mesma, pois continuamos. Entre os chulos capitães, os chulos eleitos, e os chulos que querem ser eleitos, haja lombo para aguentar tanto chulo. Obrigado, 25 de Abril!

    1. Diferença entre juros e crescimento fez disparar dívida de Portugal.Peso da dívida pública no PIB aumentou 35 pontos com a troika em Portugal e metade desse valor resulta da economia crescer menos do que os juros.Ler mais em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas_publicas/detalhe/diferenca_entre_juros_e_crescimento_fez_disparar_a_divida.html

      1. Pois. Chama-se a isso MAMA DA BANCA. Mas neste blog só o “socialismo” causa irritação.

  3. Acho que não podia diminuir ao ser acrescentada a dívida escondida e ao acabar a manipulação descarada dos números.Mas isso,para os portugueses,são peanuts.Preferem sempre ser enganados.Em breve levam com mais um embrulho xuxa e ficam todos contentes.Quem vier a seguir,que arrume a casa.Ao fim de 40 anos,continuam a embarcar na desinformação.

    1. Avatar de XXI (militante PSD)
      XXI (militante PSD)

      “Abril sempre!”? Grande aldrabão! Fazes parte do grupo de malfeitores e fora da Lei que nos (des)Governam.

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