Ouvi ontem um fulano que se diz ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal perorar na TV sobre a “posição do país no mundo”. Dificilmente se poderá aplicar, às ideias e ao seu produtor, outro qualificativo que não o de porcaria. Uma porcaria feita de cobardia, traição, cinismo e ridículo.
Porcaria porque é o alinhamento com as teses do PC e do Bloco, à revelia dos interesses e da dignidade dos portugueses e de um país que, gostem ou não gostem os ditos, é o mais antigo aliado do Reino Unido, é fundador da NATO e é membro e devedor da União Europeia.
Cobardia porque, das duas uma, ou o PS mudou de posição à revelia dos portugueses, ou cedeu miseravelmente às exigências daqueles a quem deve o poder, o PC e o BE.
Traição porque quem tem compromissos internacionais e ligações com o ambiente estratégico em que vive, não pode alinhar com aqueles que têm em Putin um aliado e com os que têm governantes populistas, semifascistas ou saudosos da URSS.
Cinismo porque a argumentação utilizada e totalmente pusilânime, rebuscada, falsa, indecente e trafulha.
Ridículo porque faz de Portugal uma espécie de potência global, de árbitro internacional, um “equilibrador” das tensões mundiais, uma voz indispensável no concerto das nações, perante cujas opiniões todas se curvam, atentas e veneradoras. Se, fora daqui, alguém ouvisse as pretensões universalistas do indivíduo, não faltaria quem risse de todos nós à gargalhada.
Cereja em cima do bolo: o senhor de Belém não acha mal, antes pelo contrário.
Em resumo: uma colossal porcaria.
28.3.18

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