Foi com o mais profundo desgosto que, cá na casa, soubemos do cancelamento dos concertos da Exma Senhora Dona Carla Bruni/Sarkozy, previstos para Lisboa, Figueira e Porto. Parece que a grande diva está com não especificados problemas de saúde, pelo que aqui lhe apresentamos os nossos mais sinceros votos de um rápido e indolor restabelecimento. Desde já pomos de lado a cínica hipótese de a doença da senhora se ficar a dever a poucos bilhetes vendidos.
Somos bombardeados dia sim dia sim com concertos e cantorias de variegadas personalidades, pelos vistos muito conhecidas e procuradas pelo estimável público. Na nossa profunda ignorância de tão extraordinárias figuras da música moderna, somos péssimos juízes na matéria. O que espanta é que haja tantos espectadores para a catadupa de exibições que assaltam o sossego da Nação e cujas exibições, a avaliar pelos cartazes, continuarão a ser para nós – plural majestático – de evitar a todo o custo.
Dona Carla não seria, pelos cartazes, tão evitada quanto isso. No entanto, como a celebridade da senhora se deve ao facto de ter sido escolhida, amigada, contratada, casada, ou lá o que é, pelo/com o senhor Sarkozy, e não a sofisticadas cantorias, acabávamos por não ser assediados (palavra da moda) pelo desejo de as ouvir, ainda que confessemos que, segundo outros critérios, tal assédio não nos incomodasse.
24.1.18

Deixe um comentário