Leio no jornal que o governo espanhol quer que a UE endureça as suas posições em relação à ditadura protocomunista da Venezuela.
Há um abismo, que já há semanas se nota, entre a atitude da geringonça e a do governo espanhol. Titubeante, palavroso e “diplomático”, o assim chamado ministros dos negócios estrangeiros vai dando uma no cravo outra na ferradura. Parece estar à espera de melhores dias para aliviar as hesitações. Ao contrário do colega castelhano, limita-se a pendurar-se na “Europa”, evitando quanto pode dizer coisas que possam ferir sensibilidade do tirano Maduro, versão camionista de Chávez, ou do neobolchevista Boaventura, produto ou produtor da filosofia dos “cientistas sociais” da Universidade de Coimbra.
Não cola a desculpa peregrina da presença de muitos portugueses na Venezuela. Como não colaria se à geringonça ocorresse lembrar-se das empresas portuguesas que lá foram levadas pela mão do PS (com a serôdia colaboração do Portas) e que jamais verão de volta os créditos que por lá deixaram: essas não contam, certamente porque à geringonça não cabe defender empresários, eventualmente neoliberais.
Vejam lá se os espanhóis usam, para se pôr nas encolhas, o ainda maior número de cidadãos que lá têm, ou das empresas espanholas encravadas na sangrenta pacotilha do “bolivarianismo”.
Talvez seja por terem no sítio coisas que por cá escasseiam. E porque são um bocadinho mais espertos que os da geringonça. É que, quem pensar um pouco, pode pôr esta questão: o que convém mais aos portugeses, ser mansinho para o Maduro ou fazer-lhe frente? Parece que os espanhóis são capazes de ver mais longe que o Largo do Rilvas.
Maduro cairá, a não ser que tenha meios para levar por diante a clássica revolução comunista, com o seu cortejo de cadáveres e de esfomeados. Como não tem tais meios, cairá a médio prazo.
Não seria mau, para os portugueses e para a Venezuela, que desde já, Portugal pusesse os pontos nos is.
7.8.17

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