Vai passado muito tempo, houve um político que, perguntado sobre o que achava de Sá Carneiro, respondeu: Ilustre advogado e aristocrata, nascido no Porto nos anos 30, e decapitado na Praça do Areeiro, em Lisboa, na década de 80.
Humor negro, mas com graça e realismo.
É o que se passa, hoje em dia, com o Cristiano Ronaldo. Não contentes com o monstruoso ridículo que é dar o nome do rapaz ao aeroporto do Funchal, as mais altas figuras da III República e da geringonça, Marcelo e Costa (faltou o Ferro), lado a lado com o saloio da Região (Albuquerque?), juntaram à coisa a veneração de um boneco, tipo loiça das Caldas mas em bronze, que é suposto retratar a cara do genial pontapeador depois de aparvalhado e decapitado.
Uma vergonha da “escultura” nacional, e mais uma da III República. Nem humor negro merece.
30.3.17

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