Numa coisa que se chama “Café Europa”, na FNAC, foi, ou será, já não sei, o respeitável público presenteado com uma sessão democrática onde dois oradores de alta valia se confrontaram, ou confrontarão: um tal Carlos Zorrinho, figura conhecida do socratismo e da sua versão costista, e um tipo em ascensão no PC, qualquer coisa Ferreira. Até aqui tudo bem, ou tudo mal q.b..
Interessante é saber quem promoveu e anunciou nos jornais tão geringoncial manifestação: nada menos que a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, patrocinadores associados. Presume-se que a brilhante iniciativa terá sido agenciada pela representação dessas agremiações em Lisboa, formada, como é de pensar, por nomeados ou subordinados do costo-marcelismo. O que muito nos diz das preocupações democráticas e pluralistas da coisa, ou seja da facilidade que há em organizar manifestações “intelectuais” de apoio ao chamado governo. Só é estranho que o Senhor Presidente da República, certamente por engano, não apareça na lista dos patrocínios, nem tenha aparecido ou apareça, nos media, a dar beijinhos ao parzinho em palco e respectivos espectadores.
11.3.17

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