Apesar das insistentes invectivas das esquerdoidas, o camarada Costa António não vai, por não poder fazê-lo, escovar o Costa Carlos, além do mais seguindo a abalizada opinião do seu ministro da propaganda Sousa Marcelo.
Gorada a hipótese de dar o devido tratamento ao bode expiatório da geringôncica agitação, havia que tomar medidas.
É neste quadro que se pode ler as doutas palavras de ontem do chamado ministro das finanças, quando anunciou aos indígenas a ingente necessidade de criar mais uma “entidade” (julga-se que a décima milésima quarta da colecção) destinada a altos voos no que diz respeito ao sistema bancário. Assim, viremos a ter mais umas dezenas de impecáveis inspectores, todos devidamente independentes, insuspeitos, capazes, competentes e, como é evidente e legal, todos escolhidos pelos geringonços – assim ficando garantidas aquelas subidas qualidades, como é evidente.
Costa Carlos não é corrido, não senhor. A compensar, e a fim de dar à canalha a devida consolação, tira-se-lhe umas competências, e está o bode expiatório devidamente tratado. Costa António compensará assim as tremuras das esquerdoidas. Elas não se importam porque já fizeram o seu número, que é o que importa. Equilibradas ficam as coisas, não é?
Restará um segundo acto, ou um segundo número, desta vez por inspiração maior da besta do PC que quer defenestrar a dona Teodora. Talvez mais uma entidadezinha, devidamente composta e, claro, independentissima…
A ver vamos.
10.3.17

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