IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


LENINE MUNICIPAL

Nada tenho contra o alojamento local, aluguer turístico, ou o que lhe queiram chamar. O negócio surgiu com a invasão da estranja, fez caminho e, como não podia deixar de ser, foi envolvido nas habituais teias burocráticas, papelada, Câmaras Municipais, finanças, regulamentos, taxas, impostos, tudo au complet, como é costume.

A certa altura, começou a haver protestos, sobretudo da malta dos bairros históricos que, ao mesmo tempo que vai ganhando umas massas a vender pregos e imperiais, acha que os turistas são uns chatos, lhe prejudicam o sono, dão cabo do estacionamento, etc.. Percebe-se. Também é o costume. Nada a acrescentar.

Vai daí, o melífluo e chato senhor Medina, imperador de Lisboa, resolveu dar apoio ao negócio, o que, em si, não merece reparos. O mesmo não se passa com o argumento utilizado pela criatura para defender a sua posição.É que, diz ele, “são os grandes hoteleiros que saem a ganhar com a limitação do alojamento local”. É a doutrina da Mortágua tim-tim por tim-tim. Se há quem tenha dinheiro, gente repugnante, ou o “vamos lá buscar”, ou lhes prejudicamos o negócio para, a la limite, lhe darmos cabo do negócio. É preciso igualar por baixo, distribuir a miséria, como é timbre do socialismo.

Qualquer cidadão será capaz de alinhar vários argumentos a favor e contra o tal alojamento. Tome partido quem quiser e como quiser. Agora argumentar que se trata de evitar que os hoteleiros, gente rica por definição e, como tal, digna de perseguição e/ou aniquilamento, como dizia o Lenine, parece ser ir longe demais, ou pôr o rabo do gato cá para fora.

A marxização do país está em curso, mesmo quando, à primeira vista, não se dá por isso.

 

3.3.17



2 respostas a “LENINE MUNICIPAL”

  1. A Esquerda não é contra tudo o que é grande: apenas se for privado. Se for público, quanto maior melhor. A Direita não é a favor de tudo o que é grande: apenas se for privado. Se for público, é para mandar abaixo. O problema é que ambas não servem. Um Estado grande, quando entregue à Esquerda, vai crescendo e oprimindo os cidadãos. Porque é tudo o que a Esquerda sabe fazer: chular, estourar, burocratizar, sufocar a iniciativa e distribuir tachos. Já as empresas, e cá voltamos ao post anterior, quando mais crescem piores se tornam. Big is ugly. São o poder, o dinheiro e os lobbies das grandes empresas que controlam governos e corroem democracias. As grandes empresas roubam, corrompem, matam. As multinacionais, sobretudo da Banca, são o pior cancro mundial. O Estado, seja com este nome ou outro, deve ser o futuro. E é intrinsecamente melhor que o privado. Porque é da comunidade. Não pode é ser controlado por pulhíticos, que por sua vez estão ao serviço dos grandes mamões. O Estado tem de ser realmente “todos nós”. E sim, tal como diz a berloca Mortágua, é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está. Aos mamões. Porque boa parte desse dinheiro pertence-nos. Nem à Esquerda, nem à Direita: a todos.

  2. Núncio (está confirmado) foi embaixador do “papá” junto de um Governo “estranho”.

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