IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BURDEN SHARING

Não me tem parecido valer a pena tecer considerações sobre a eleição de Trump. Está tudo dito, redito e glosado em todos os sentidos e sobre todos os temas, por uma multidão de jornalistas, professores, filósofos, astrólogos, politólogos, etc. etc., à esquerda, à direita e ao centro.

(Não faço futurologia, a não ser sobre os caminhos da geringonça e da palavra dada palavra desonrada.)

Apraz-me, no entanto, fazer um comentário sobre uma matéria que é universalmente considerada como novidade: os desfios, ou provocações, de Trump quanto ao papel dos EUA na defesa da Europa. O homem ribomba que a Europa está encostada à América em termos de defesa e segurança, afirma que ela não passa de um pendura que não gasta dinheiro que se veja nem cuida de si em tais matérias, e diz que não está disposto a deixar continuar tal pendurice. Inquietante novidade!

Não, meus senhores, pode ser inquietante, mas não é novidade nenhuma. Há muitas décadas que os EUA dizem o mesmo. Há muitas décadas que a Europa não investe o que devia em defesa e segurança. À excepção do Reino Unido, a Europa é um tigre de papel. Já Kenedy desafiava a Europa a tornar-se no “pilar europeu da NATO”, exprimindo exactamente o mesmo que Trump, ainda que por palavras mais doces. Esta postura continuou sempre a ser tema a nível diplomático e militar, com maior ou menor intensidade. O chamado burden sharing é tema constante da posição americana em todos os fora de defesa. Trump fala do mesmo (deve ter ouvido algum zumzum…), usando a primitiva brutalidade que o caracteriza e deixando-se de rodriguinhos, pelo menos em termos de campanha eleitoral.

Nada de novo. Tem sido interessante ouvir inúmeros inimigos da NATO, ou seus ferozes críticos, normalmente conotados com a esquerda folclórica, mostrar a sua inquietação, tremer como varas verdes, dizer que a Europa tem que tomar uma atitude e aceitar “novas” responsabilidades por causa da ameaça trumpista.  Afinal, é tudo mais do mesmo, do lado americano. Esta malta é que não dá por isso…

 

12.11.16



12 respostas a “BURDEN SHARING”

  1. «Há muitas décadas que a Europa não investe o que devia em defesa e segurança».Sem dúvida: isto tem estado a correr tão bem, os países sem dívidas, o desemprego tão baixo, a economia tão pujante, a UE tão unida, as populações tão prósperas e contentes com as “instituições”… e não há meio de torrarmos mais uns biliões em armamento e nos parasitas da tropa – incluindo os inevitáveis “conselheiros” e assessores – como faz a canalha americana!Funciona lindamente, os terroristas desaparecem logo. Desde que um dos nossos governos não resolva rebentar com umas torres…

  2. Outra boa. Do seu pobre, injustiçado e incompreendido Domingues, o novo presidente da CGD, vergonhosamente enganado pela Gerimbosta – e só isso importa! – surgiu uma novidade:DOMINGUES TEM PRÉDIO DE 4 MILHÕES QUE SÓ VALE 1 MILHÃO NAS FINANÇASVeja bem que o pobre Domingues é dono de um prédiozito em Lisboa, que foi avaliado pelas Finanças em 1,25 milhões de euros. Mas parece que o valor real de mercado será de 4 milhões.Por isto, o pobre e enganado Domingues paga de IMI 2746 euros… quando devia pagar bem mais. Já começa a perceber porque é que o pobre Domingues, e restante equipa de mamadores, quer segredinhos… ou ainda não?

    1. Que diabo, você ainda não percebeu que eu não ando a defender o Domingues, que não me interessa quase nada. Ando a condenar a desonestidade do Centeno, do Costa e do Marcelo, gaita!Já agora, um prédio com esse valou fiscal paga, pelas minhas contas (fonte de cálculo a AT), cerca de 6.000 euros de IMI.Já agora, acho muito bem que o Domingues tenha os prédios que lhe der na gana, desde que obtidos legitimamente. Não tenho inveja nenhuma, nem acho que o homem passe a suspeito seja do que for só por causa disso. Está a ver a diferença?

      1. Acho muito bem que se dedique “a condenar a desonestidade do Centeno, do Costa e do Marcelo, gaita!”. Pena é que nunca tenha condenado a desonestidade de Passos Coelho, gaita!,

        1. Não condeno a desonestidade da Passos Coelho porque não se pode condenar uma coisa que não existe.

          1. Pois, já me esquecia, mentiu e aldrabou porque foi enganado. Passos Coelho é (policamente) um atrasado mental?

        2. Curioso este XXI.Faz-me lembrar o ladrão que se justifica porque os outros também roubam.

          1. Há palermas que em frente do espelho vêm, não a sua imagem refletida, mas o que imaginam

      2. Basta ler os seus posts: fala sempre do Domingues como vítima, nunca como parte activa desta canalhice. Até lhe aconselha, como um bom amigo: larga essa gente, Domingues! Como quem diz: não te merecem!Ora ele não só os merece, como deve ser denunciado pela sua mama obscena e segredinhos hipócritas.Quanto ao património, essa do «legitimamente» faz sorrir. É bonito sermos ingénuos, lembra-nos a infância…

        1. Se sabe de trafulhices do Domingues, denuncie. Ou está à sonhar com a fundação de uma polícia política referendária?

  3. Calma! Calma!Isto tresanda que se farta. Estou farto de ver Marcelos, Costas, Passos, Domingues, etcs, etcs.Só legítimos a fazer bastardices.

    1. Nem mais, Sr. Picaroto: neste esgoto de pulhas, só os adeptos de cada partido-clube ainda vêem inocentes.Depois ficam muito admirados quando os Trumps da vida ganham eleições.

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