Parece que o bio-diesel em Portugal se está a transformar em coisa séria. A breve prazo, rezam as notícias, produzir-se-á 1.300.000 toneladas do dito.
O Irritado nada sabe destas matérias. No entanto, no fundo da sua ignorância surge uma dúvida que as triunfantes notícias não esclarecem. É que não se sabe o que é preciso para produzir tanto combustível. Quantas toneladas de matéria orgânica (árvores, girassóis, beterrabas, o que for) são precisas para chegar àquela produção? Quantos milhares de hectares vão para tal ser ocupados?
Não é, porém, difícil imaginar que tudo se cifrará por quantidades industriais de culturas extensivas e intensivas, esgotantes dos solos e das águas. Não é? Então onde estão os ecologistas e quejandos que toda a vida se revoltaram contra os eucaliptos, o trigo, a beterraba, o tomate, culturas intensivas e extensivas, esgotantes dos solos e da água, como eles, importantes e indignados, não se cansavam de proclamar? Por que cifra multiplicará o bio-diesel tais culturas?
Deixo a questão aos impolutos ecologistas. Ou será que, por a coisa estar a dar, deixou de haver problema?
António Borges de Carvalho

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