IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A GRANDE PALHAÇADA

Bras dessus Bras dessous, os nossos impagáveis PR e chamado PM andam há não sei quanto tempo a dizer disparates políticos e inanidades patrioteiras em terras francas, qual Asterix e Obelix, ou Dupont e Dupond, como queiram.

Um diz mata, outro esfola. Somos os maiores, os mais lindos, os mais cultos, os mais produtivos, os mais tudo e mais alguma coisa. Devemos estar à porta do V Império, damos lições à humanidade, temos os mais célebres poetas, os melhores romancistas, cientistas de ponta aos pontapés, estamos prestes a conquistar a Europa e o mundo, ainda não chegámos a Marte mas, firmes e contentes, para lá caminhamos, temos a melhor cozinha, o melhor Sol, o mundo curva-se respeitoso perante a Pátria Portuguesa, beijinhos e abraços, copos de tinto, chouriços, bacalhaus, viva o Santo António e o Cristiano, a perna do Quaresma está quase boa, o Gulbenkian nasceu em Alcabideche, as startups, os estádios da segunda circular, os golfinhos, os emigrantes, as maravilhas da porcalhota…

 

Temos o melhor governo do planeta, é uma pena que (ainda!) não haja “consensos”, por exemplo na Segurança Social, isto por evidente culpa do PSD que propõe negociações mas isso não interessa. Aqui, a palhaçada passa a um exponencial grau de pornografia. Um diz, o outro aplaude, a coligação social comunista é uma maravilha, há milhões para distribuir, para dar ao povo, as reformas “igualitárias” aí estão, só não vê quem não quer, se houver azar a culpa é do Junker e do Barbosa du Bocage, o PC e a Bloca são democraticíssimos, trazem montes de “valor acrescentado”, lado a lado, nós dois bem juntinhos, faremos maravilhas, se a selecção não ganhar o campeonato a culpa é dos árbitros, dos mercados e do capitalismo imperialista.

 

Em suma, a palhaçada continua, triunfante, poderosa, a indecente. Os dois poderes (para quê os outros?), nas palavras de R. de Sousa, estão bem unidos, convergentes, amigos, coerentes, invencíveis. Que mais podemos desejar, se até temos (ao contrário dos demais) os santos populares, as sardinhas, os arraiais, os bailaricos e os manjericos – incluindo os dois que andam lá pelas franças?

 

13.6.16     



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