Acrescentando informação às primeiras impressões de que o IRRITADO já se fez eco, os jornais de hoje dão-nos os pormenores da monumental descompostura que o senhor Draghi deu ao chamado governo.
A pergunta: o chamado governo percebeu?
A resposta: percebeu, mas vai continuar a fingir que não percebeu. O que ele percebe é que o tempo é curto e que, ou aproveita para se atirar pela escada abaixo enquanto a malta ainda está com a impressão de que as coisas estão a melhorar, e ganha as eleições a seguir, ou deixa passar o tempo, a malta se consciencializa-se do abismo em que a andam a meter, e o tipo leva a tunda eleitoral da sua vida.
O chamado governo não é só composto por burros. O chefe é esperto e tem plena consciência de que o seu idolatrado poder se deve ao mais miserável conjunto de trafulhices que se possa imaginar. Mas, como o que interessa é ele e o seu poder, não as pessoas ou o país, aprofundará a aldrabice tanto quanto for preciso para, a curto prazo, arranjar mais um mandato. Ao contrário do que dizem os “analistas” de serviço, quem tem falta de tempo é ele, não o adversário.
Já que falei de burros, aqui vai uma lista provisória:
– Um obscuro barbudo, vindo do ensino privado, tece loas ao público como tendencialmente único, acaba com exames, depois desacaba com exames, admitindo-os desde que não sirvam para nada;
– Uma desconhecida não ilustre, secretária de estado ao que se diz, rigorosamente analfabeta, dá erros de ortografia que nem uma criancinha do 3º ano, e tem o alarde de estupidez do calibre de chamar sexistas aos presentes do MacDonalds;
– Um tipo que talvez saiba de alguma coisa, mas de tropa e de defesa nem uma letra, permite-se dizer que o exército não tem capacidade de combate (estúpida e gratuita provocação) e tem o topete, por razões puramente idiotas, de vir à praça pública, a destempo, pôr em causa o comandante do Exército, em vez de tratar do (não) assunto pelas devidas vias;
– Um indivíduo, aliás público e reconhecido cretino de longa data, promete, na net, lambadas aos críticos, em primário alarde de incompetência e de inadequação a qualquer cargo;
– Um cabeludo, saído da arrecadação do Banco de Portugal, para além de alardear raciocínios económicos dignos do professor Karamba e do aparatchique Galamba, verga-se ao BCE (ou à CE, ou lá ao que é), e diz que ficou muito triste por ter sido obrigado a dar o golpe de misericórdia num banco (e nos contribuintes) num quarto de hora, num problema que não há quem não perceba que tinha um ano para tratar.
– Um ridículo meninó, vindo ne nortenhas plagas, acha que meter gaóleo em Ayamonte é traição à Pátria.
Desta monumental miséria política, humana, económica e moral, a única conclusão válida que o chamado primeiro-ministro tirou, foi a de correr com mais fraco: o tipo das lambadas.
Disse.
9.4,16

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