Mais uma inacreditável “reforma” se abate sobre a economia desta pobre terra.
Uma fulana, proprietária de uma lojeca de velharias industriais e monos artesanais, onde o não investimento é timbre, a fim de proteger interesses pessoais (a salvação da falência própria) resolveu lançar uma campanha de protecção de lojas já falhadas ou claramente inviáveis, que passou a classificar como “património” da cidade.
Teve honras de primeira página no jornal ultra-socialista chamado “Público”, onde se auto-promoveu para voos políticos de alto gabarito.
Certamente “por acaso”, as autoridades competentes, sempre atentas aos “problemas” da cidade e do país, decidiram avançar para a classificação de lojas (imagine-se os critérios a aplicar) às quais será atribuído “interesse municipal” e que, por tal motivo, passam a merecer “protecção especial”, independentemente do seu interesse comercial, da ausência de clientela ou do seu contributo para a animação da cidade.
Com certeza também “por acaso”, isto é, sem intervenção da dona Roseta, do senhor Fernandes, do senhor Medina, do senhor Costa e de outros que tais, o governo determina que as actividades comerciais em causa são merecedoras de especial atenção e de protecção acrescida. Como tal atenção e tal protecção custam dinheiro, a sutentação do comércio em estado de obsolescência passa a ficar a cargo… dos senhorios, obrigados que vão ficar a congelar as rendas por muitos anos e bons (para eles).
Quer dizer, a chamada autarquia e o chamado governo, para pagar o atraso comercial ainda existente, resolvem dar passos atrás, conservar o inviável em nome de um “património” inventado ad hoc pelos próprios, com o mote que, certamente “por acaso”, lhe foi facultado pela dona Catarina Portas, ansiosa por ver baixar a renda da chafarica que leva de aluguer. Como é uma chatice ter de pagar este regresso ao passado da I e da II Repúblicas, nada melhor que pôr os a pagar a despesa.
Assim se junta os penduras e os parasitas ao socialismo e ao atraso mental que o caracteriza.
7.4.16

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