IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


À CUSTA DOS OUTROS

Mais uma inacreditável “reforma” se abate sobre a economia desta pobre terra.

Uma fulana, proprietária de uma lojeca de velharias industriais e monos artesanais, onde o não investimento é timbre, a fim de proteger interesses pessoais (a salvação da falência própria) resolveu lançar uma campanha de protecção de lojas já falhadas ou claramente inviáveis, que passou a classificar como “património” da cidade.

Teve honras de primeira página no jornal ultra-socialista chamado “Público”, onde se auto-promoveu para voos políticos de alto gabarito.

Certamente “por acaso”, as autoridades competentes, sempre atentas aos “problemas” da cidade e do país, decidiram avançar para a classificação de lojas (imagine-se os critérios a aplicar) às quais será atribuído “interesse municipal” e que, por tal motivo, passam a merecer “protecção especial”, independentemente do seu interesse comercial, da ausência de clientela ou do seu contributo para a animação da cidade.

Com certeza também “por acaso”, isto é, sem intervenção da dona Roseta, do senhor Fernandes, do senhor Medina, do senhor Costa e de outros que tais, o governo determina que as actividades comerciais em causa são merecedoras de especial atenção e de protecção acrescida. Como tal atenção e tal protecção custam dinheiro, a sutentação do comércio em estado de obsolescência passa a ficar a cargo… dos senhorios, obrigados que vão ficar a congelar as rendas por muitos anos e bons (para eles).

Quer dizer, a chamada autarquia e o chamado governo, para pagar o atraso comercial ainda existente, resolvem dar passos atrás, conservar o inviável em nome de um “património” inventado ad hoc  pelos próprios, com o mote que, certamente “por acaso”, lhe foi facultado pela dona Catarina Portas, ansiosa por ver baixar a renda da chafarica que leva de aluguer. Como é uma chatice ter de pagar este regresso ao passado da I e da II Repúblicas, nada melhor que pôr os a pagar a despesa.

Assim se junta os penduras e os parasitas ao socialismo e ao atraso mental que o caracteriza.

 

7.4.16



7 respostas a “À CUSTA DOS OUTROS”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    De acordo quanto aos penduras e parasitas. Cheira a novo delírio xuxa à custa dos outros, como bem diz.Acrescento apenas: 1) também é preciso haver algum travão à chulice de alguns senhorios;2) tem de se passar a limpo todas as rendas – mas não das chafaricas… de certos mamões.Recordo o famoso Eleven, que paga 500€/mês. Um renda bem socialista, com a benção do chulão Júdice… e do seu caro Santana.

    1. Avatar de penso eu de que
      penso eu de que

      Polticamente também pertences à familia dos murídeos raivosos

    2. Não há chulice dos senhorios. Cobram o que contrataram, ou seja, o que o mercado lhes permitiu cobrar.Não sabia essa do Eleven, mas cem por cento de acordo. Ainda por cima a comida é de fugir!

      1. Nunca fui ao Eleven. Dizem que é muito caro, regra geral evito exageros. Já comi bem em restaurantes caros mas também já apanhei decepções, e na realidade é raro uma refeição valer tanto. Estamos a pagar o marketing, a localização, as peneiras, só depois a comida. Um especialista dessa arte é o Gordon Ramsay. Se a comida do Eleven é como diz, então ainda pior. Mas antes disso, a negociata mafiosa do Eleven torna impossível sequer pensar em lá ir. Tento cortar a direito: não dou dinheiro a ganhar a trafulhas. Nem por 1 euro punha lá os pés. Todos deviam fazer o mesmo.

  2. Quadratura dos Chulos. Antes da converseta pulhítica habitual, fala-se de OFFSHORES.O Chuleco Pacheco, honra lhe seja, diz a coisa tal como ela é: não há justificação lógica, muito menos moral, para a existência de offshores. São uma pulhice, uma vergonha, um cancro. São também a essência dos famosos “mercados”.O Mamão Xavier, que surpresa!, discorda: os offshores são soberanos, legítimos, intocáveis. E há que separar o trigo do joio. Que não haja trigo, ou que este esteja esmagado pelos restantes 98% de joio, pouco importa. Vamos todos fazer de conta que sim, que há offshores cheios de gente boa.E o Jorge Coelho? Fique sabendo, Irritado, que o Coelhone, pulha-mor do PS, disse exactamente o que V. diria.Que não se pode ser “tremendista”, como o Pacheco ou como eu. Que há que ir aos poucos. Que grão a grão enche a galinha o papo. Etc. A doce tibieza que, há largas décadas, mantém a pouca-vergonha em roda livre.Notícias. O PM da Islândia, apanhado nos Panama Papers, já se demitiu. Foi delicioso ver o pulha a sair a meio duma entrevista, um dia antes, em “protesto” porque o entrevistador lhe perguntou algo que não haviam combinado. O Cameron já admitiu que também mamou: só 30 mil libras do offshore do papá, diz ele… claro que a gente acredita. O Presidente da Argentina está a ser investigado. O CEO de um banco austríaco demitiu-se. Mas o melhor foi o Putin: apareceu num programa de TV, rodeado de espectadores, a gabar o compincha que foi apanhado. Segundo ele, um pobre músico que gasta o (pouco) dinheiro em instrumentos musicais…Um fartote. E os Irritados e Mamões Xavieres deste mundo, imperturbáveis, a justificar o injustificável.

  3. Não há problema nenhum com os offshores se a origem do dinheiro for limpa. Se o dinheiro obedeceu aos requisitos legais para transitar para lá.Tenta-se misturar tudo para lançar o anátema sobre os ricos. Ser rico é sinónimo de ser criminoso, no nosso país. A retórica de esquerda assim o indica.Os invejosos e os que salivam por enricar a qualquer custo nem que seja esfolando o Estado, fazem coro.A pobreza é virtude, mas todos se esfolam por receber mais dinheiro. Enfim, a hipocrisia do costume.

    1. Avatar de Filipe Bastos
      Filipe Bastos

      A sua ingenuidade é tocante: os offshores nasceram e existem precisamente para dinheiro de origem pouco limpa. Quase sempre, é mesmo suja. Em grande parte, completamente imunda. Claro que há um anátema, como lhe chama, sobre os ricos. Num mundo dominado por pulhas, de Putin à famiglia Bush, de Wall Street à City, do mexicano Slim aos sheikhs árabes, do badocha da Coreia aos ditadores africanos, como podia não haver? E isto é só a parte legal, internacionalmente aceite, sem falar dos inúmeros mafiosos, traficantes e outros criminosos à margem da lei.Aqui no pequeno quintal tuga, veja-se os Mamões Salgados e Mexias, os Damásios e Bavas, os Loureiros e 44s: como podia não haver um anátema? Portugal pertence a mamões e trafulhas! Mesmo entre os ricos mais modestos, quantos mamaram no Estado, em esquemas, compadrios e negociatas? Quantos patos-bravos vivem de autarcas corruptos, de norte a sul? Quantos “empresários de sucesso” pagam ordenados mínimos, enchem a garagem de Ferraris, fogem ao fisco, e abrem falência deixando funcionários e fornecedores a arder? Quantos Audis, Mercedes e apartamentos no Algarve, nestes últimos 30 anos, foram comprados com esmolas comunitárias e outras fraudes?Pois é toda essa canalha que gosta de offshores.Dinheiro limpo, sério, sem mama e sem trafulhices, não precisa deles. E é por isso que será, no máximo, 2% do que lá anda.

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