A desgraça orçamental lá passou em Bruxelas, depois de o chamado governo ter deitado para o caixote do lixo todas as suas brilhantes previsões macroeconómicas, depois de o Centeno ter confessado que estava tudo errado, depois de estar garantido um aumento de impostos sem paralelo, etc.
O socialista Moscovici, demonstrando a devida camaradagem, acabou por engolir, mas não sem ter posto tantas dúvidas que ninguém acreditará que gostou da receita ou que a vai comer até à sobremesa.
Mas o mais interessante foi a declaração diplomática da dona Ângela que, sem papas na língua, lado a lado com o chamado primeiro-ministro, veio “congratular-se” com o novo orçamento e dizer com toda a calma que está tudo bem desde que o chamado governo siga o caminho de recuperação que herdou de Passos Coelho. Querem mais em matéria de “confiança”? Querem mais em matéria de realismo?
Ao ouvi-la, o chamado primeiro-ministro não se meteu pelo chão abaixo porque lhe sobra em lata o que lhe falta em honestidade.
5.2.16

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