Há pessoas que põem o focinho – e outros atributos – à venda no mercado. Outras há que compram as imagens dos ditos focinhos e demais atributos e os colocam à venda na webb ou na praça clássica. Outras ainda, que achando que algum focinho ou algum atributo pode ser útil à imagem dos seus produtos, os compram para usar nos seus cartazes ou noutros meios.
Como vêm, é simples. Se o produto for, por exemplo, biquínis ou cuecas estilo Ronaldo, escolhe-se imagens dos correspondentes atributos. Se for um dentífrico, arranja-se uma menina com uns dentinhos à Portas. E assim por diante.
Quando se trata de propaganda eleitoral procura-se imagens de alegria, simpatia e fé no futuro para ilustrar as ideias que se pretende que os eleitores aceitem. É claro que também se usa fotografias dos candidatos, a fim de os tornar mais conhecidos.
Tudo isto está certo, é legítimo e honesto.
Mas, neste mundo, há gente que não está certa, nem é honesta, nem se preocupa com questões de legitimidade. Tal gente, umas vezes acha que a sua propaganda deve consistir em dizer mal dos adversários e, ainda pior, de o fazer com dados enganosos ou manipulados. Outras vezes, utiliza imagens de pessoas que, nem são candidatos, nem são pagos para lhes possam utilizar os focinhos, nem sequer fosse quem fosse lhe pediu licença para tal. Cúmulo dos cúmulos, há quem se sirva de fotografias de assalariados seus, partindo do princípio de que terão medo de perder o emprego se se queixarem do abuso. E até os há que vão buscar problemas que a outrem causaram, para deles acusar terceiros.
É triste, é reles, mas é assim. Descobertas as maroscas, demitem o intermediário para safar o mais alto responsável.
Caberá a cada um pensar o que entender. O mais triste é que há quem pense que quem abusa merece consideração.
13.8.15

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